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UE alerta Rússia para consequências se não diminuir tensão na Ucrânia

Internacional|Do R7

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Bruxelas, 3 mar (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) advertiram a Rússia nesta segunda-feira de possíveis "consequências" para suas relações bilaterais, entre elas a negociação para liberar vistos, se Moscou não der passos para diminuir a tensão na crise ucraniana. "À revelia de passos que eliminem a tensão por parte da Rússia, a UE decidirá sobre as consequências para as relações bilaterais entre a União Europeia e a Rússia", afirmou a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, ao término do conselho de ministros extraordinário convocado para abordar a piora da situação na Ucrânia. Ashton mencionou a possibilidade de suspender a negociação da liberação de vistos à Rússia, assim como o novo acordo marco de relações, e acrescentou que o bloco "considerará futuras medidas específicas". Os ministros das Relações Exteriores europeus, convocados hoje com urgência por Ashton após o envio de tropas russas na região autônoma ucraniana da Crimeia, aprovaram conclusões nas quais condenaram "a clara violação da soberania e integridade territorial ucraniana por ato de agressão das Forças Armadas russas". Também condenaram com firmeza a autorização dada pelo Senado da Rússia para empregar o exército russo em território ucraniano. Em sua opinião, estas ações "violam claramente" a Carta das Nações Unidas e a ata final de Helsinque da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), assim como os compromissos específicos da Rússia de respeitar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia segundo o Memorando de Budapeste (1994) e o tratado de amizade, cooperação e associação com a Ucrânia (1997). Também observaram que esses atos violam a Constituição ucraniana, que "reconhece especificamente a integridade territorial do país e estabelece que a República Autônoma da Crimeia só pode organizar referendos sobre assuntos locais, mas não sobre a modificação da configuração territorial da Ucrânia". Assim, a UE pediu à Rússia "retirar imediatamente" seus soldados da área onde estão estacionados permanentemente, segundo o acordo de status e condições de estacionamento da frota russa do Mar Negro na Crimeia, de 1997. Os ministros consideraram igualmente que a Rússia deveria aceitar sem demora o pedido de Kiev de participar de consultas urgentes com os signatários e aderentes do Memorando de Budapeste. O Conselho também decidiu manter um acompanhamento permanente do assunto "a fim de estar em condições de tomar rapidamente todas as medidas necessárias". Os ministros confirmaram a suspensão por parte dos Estados- membros que fazem parte do G8 (os países mais industrializados) de sua participação na preparação da cúpula do grupo prevista em junho na cidade russa de Sochi, "até que o ambiente volte a um estado em que o G8 possa ter uma discussão significativa". EFE rja/rsd (foto)

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