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UE considera eleições no leste da Ucrânia obstáculo à paz no país

Internacional|Do R7

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Bruxelas, 2 nov (EFE).- A União Europeia (UE) considerou neste domingo as eleições em Donetsk e Lugansk um "novo obstáculo no caminho rumo à paz" na Ucrânia, e ressaltou que o voto é "ilegal e ilegítimo" e portanto não será reconhecido. A nova chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, afirmou em comunicado que estas autodenominadas eleições foram "contrárias à letra e ao espírito do Protocolo de Minsk", assinado por representantes do grupo de contato trilateral, e "obstruem os esforços para encontrar uma solução política sustentável à crise". "Considero as 'eleições presidenciais e parlamentares' nas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk um novo obstáculo no caminho rumo à paz na Ucrânia. O voto é ilegal e ilegítimo e a UE não o reconhecerá", ressaltou. As eleições locais na Ucrânia, convocadas para 7 de dezembro pela legislação ucraniana, como estava previsto no acordo de Minsk, lembrou Mogherino, "são a via legal e legítima para renovar o mandato democrático das autoridades locais nestas partes da Ucrânia. "Peço que todas as partes trabalhem a favor de eleições assim", sustentou a alta representante da UE, ao lembrar que as aspirações pela paz não podem ficar só nas declarações políticas. "Isso requer vontade política e boa fé. Espero que todas as partes reafirmem seu compromisso com o Protocolo de Minsk e atuem de maneira coerente para aplicá-lo plenamente em todos os seus temas", disse Mogherini. A UE está comprometida a respaldar esses esforços e continuará trabalhando em favor de uma solução à crise na Ucrânia, acrescentou. "Peço que todas as partes a atuar em pleno respeito pela integridade territorial, a soberania, a independência e a unidade do país", concluiu. EFE cai/cd

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