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UE pede que missão da ONU investigue uso de armas químicas na Síria

Internacional|Do R7

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Bruxelas, 14 jun (EFE).- A União Europeia (UE) pediu nesta sexta-feira o envio de uma missão da ONU na Síria para investigar o suposto uso de armas químicas por parte do regime e insistiu que a negociação é a única solução possível à guerra. A UE recebeu com "grande preocupação" a confirmação por parte dos Estados Unidos sobre o uso desse tipo de arma e considera que isso torna "ainda mais importante" que as Nações Unidas possam verificar as acusações em campo, explicou o porta-voz das Relações Exteriores comunitário, Michael Mann, em entrevista coletiva. "Esses eventos reforçam a importância de uma solução política para a crise na Síria e deveriam acelerar os esforços da comunidade internacional para conseguir uma solução política definitiva", disse Mann. O porta-voz considerou "urgente" conseguir progressos nesse âmbito, começando pela convocação da conferência de paz realizada pelos Estados Unidos e pela Rússia, e adiantou que a questão das armas químicas na Síria figurará na agenda da próxima reunião de ministros das Relações Exteriores europeus, prevista para 24 de junho. Perguntado pela decisão americana de dar ajuda militar aos rebeldes, Mann assegurou que a postura da UE "não muda" e se baseia na necessidade de conseguir uma solução política ao conflito. Nesse sentido, lembrou que os Estados-membros podem, "sob rigorosas condições", fornecer armas à oposição se assim for decidido, mas que se comprometeram a não fazer isso por enquanto. A questão será revisada no máximo em 1º de agosto, de acordo com um relatório que a chefe da diplomacia comunitária, Catherine Ashton, organizou. "Nossa posição não muda. Devemos dar ao processo de paz o máximo de chances de sucesso (...). Será pela via política que resolveremos esse problema", insistiu Mann. Perguntado sobre possíveis medidas militares como a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre parte do território sírio, o porta-voz europeu ressaltou que "normalmente" esse tipo de ação só é realizado de acordo com uma decisão do Conselho de Segurança da ONU. EFE mvs/tr

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