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Uma pessoa morre em protestos islâmicos no Egito

Internacional|Do R7

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CAIRO, 11 Out (Reuters) - Uma pessoa morreu em confrontos durante protestos no Egito nesta sexta-feira, informou a agência de notícias estatal Mena, enquanto islâmicos continuam a realizar manifestações contra o governo apoiado pelo Exército.

A agência citou um serviço de ambulância dizendo que a morte ocorreu na província de Sharqia, no Delta do Nilo.

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Mais cedo, a polícia do Egito usou gás lacrimogêneo na cidade costeira de Alexandria para pôr fim a confrontos entre partidários e opositores do presidente deposto Mohamed Mursi, informaram fontes de segurança.

O Egito mergulhou num período de turbulência depois que os militares destituíram Mursi, em 3 de julho, após manifestações de massa contra seu governo, uma medida que levou o movimento Irmandade Muçulmana, do qual ele faz parte, a organizar protestos diários em cidades de todo o país.

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De acordo com fontes do setor de segurança, milhares de seguidores de Mursi protestaram nesta sexta-feira na capital, Cairo, em Alexandria, segunda maior cidade do país, e outras localidades no litoral e no Delta do Nilo.

"Em Alexandria irromperam confrontos entre manifestantes pró-Mursi e moradores que se opõem a ele", disse uma das fontes, que pediu para não ser identificada.

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"Eles ficaram incomodados com o protesto, o qual incluía cânticos contra o Exército, o que levou as forças de segurança a lançar gás lacrimogêneo para dispersar a multidão", acrescentou.

Houve ainda pequenos enfrentamentos na província de Sarquia, no Delta do Nilo, e na cidade litorânea de Damietta, onde um partidário de Mursi ficou ferido.

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Em 14 de agosto, as forças de segurança egípcia investiram contra duas grandes manifestações de seguidores de Mursi, no Cairo, e mataram centenas de civis.

Depois disso, o governo, apoiado pelo Exército, declarou estado de emergência e impôs toque de recolher. Milhares de membros da Irmandade, incluindo o próprio Mursi, estão presos.

(Reportagem de Yasmine Saleh, Heitham Fathy, Mohamed Abdellah e Ali Abdelaty)

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