Internacional União Europeia não reconhece resultado de eleição em Belarus

União Europeia não reconhece resultado de eleição em Belarus

Ministros das Relações Exteriores do bloco também pediram restrições contra país depois de uso excessivo de força para reprimir protestos

  • Internacional | Ansa, com R7

Lukashenko foi reeleito em Belarus

Lukashenko foi reeleito em Belarus

Tatyana Zenkovich/EFE/EPA - 9.8.2020

O alto representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, afirmou nesta sexta-feira (14) que o bloco "não aceita os resultados eleitorais em Belarus e começará a trabalhar na aplicação de sanções aos responsáveis pela violência e pela fraude".

Além disso, os ministros das Relações Exteriores dos 27 países da UE chegaram a um acordo político para punir os responsáveis pela violência contra manifestantes e pela suposta fraude eleitoral na Belarus.

A decisão foi revelada por fontes diplomáticas em Bruxelas, as quais afirmam que a medida será adotada formalmente nas próximas semanas. As sanções foram debatidas durante reunião por videoconferência.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a aplicação da punição tendo em vista o cenário no país depois das eleições presidenciais do último dia 9 de agosto.

"São necessárias mais sanções contra aqueles que violaram os valores democráticos ou violaram os direitos humanos na Belarus", afirmou no Twitter.

Von der Leyen ainda disse estar "confiante de que a discussão de hoje pelos ministros das Relações Exteriores da UE demonstrará um forte apoio aos direitos humanos do povo de Belarus, das liberdades fundamentais e da democracia".

Medidas restritivas

Nesta manhã, países como Polônia, República Tcheca, Estônia, Letônia, Lituânia e Dinamarca pediram que medidas restritivas fossem adotadas contra as autoridades responsáveis pela organização da votação e pela repressão das manifestantes, as quais já provocaram a prisão de centenas.

Além disso, a Alemanha, Áustria e a Suécia já haviam defendido as sanções econômicas, com o objetivo de congelar os ativos financeiros, e restrições de viagens para representantes do governo. Por sua vez, o chanceler da Belarus, Vladimir Makei, disse que seu governo está pronto para negociações "construtivas e objetivas" com países estrangeiros sobre sua polêmica eleição presidencial e distúrbios pós-votação". A declaração foi dada durante conversa telefônica com seu homólogo suíço, Ignazio Cassis.

 Em meio aos desdobramentos, a líder da oposição de Belarus, Svetlana Tikhanovskaya, convocou novos protestos e pediu a recontagem dos votos, aumentando ainda mais a pressão contra Alexander Lukashenko. O atual presidente enfrenta um dos maiores desafios de seu governo dentre seus 26 anos no poder.

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