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Veja a frase de Napoleão Bonaparte que os russos levam ao pé da letra na questão EUA x Otan

Vitelio Brustolin comenta desavenças criadas entre Europa e EUA com ameaças à Groenlândia e analisa a postura da Rússia na questão

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A crise da Groenlândia gera tensões entre EUA e Otan, afetando a paz mundial.
  • Mark Rutte, secretário-geral da Otan, defende que a diplomacia é o melhor caminho para lidar com a crise.
  • Vitelio Brustolin destaca que os EUA podem se retirar da liderança da Otan até 2027, com a Alemanha assumindo o posto.
  • Os russos apoiam a anexação da Groenlândia, buscando enfraquecer as relações de Trump com os europeus.

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A crise da Groenlândia põe a paz mundial em xeque. Mark Rutte, secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), reconhece isso: “Vejo que há tensões no momento, sem dúvidas. Não vou comentar sobre isso, mas posso garantir que o único jeito de lidar com isso é por meio de uma diplomacia ponderada”.

Ainda assim, ele descartou os temores de que a questão da ilha levaria ao fim da aliança. Ele afirmou que planeja se reunir durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, com Trump, que declarou que talvez seja a hora dos Estados Unidos se afastarem da organização.


Print Record News - Conexão - Alemanha apoio Ucrânia
Crescimento de poder militar alemão leva país a principal candidato para tomar posto de liderança da Otan Reprodução/Record News — 30.06.2025

Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), argumentou que tal ideia de afastamento não possui uma origem recente e lembrou a fala do presidente francês, Emmanuel Macron, que disse em 2019 — ano no qual Trump ainda estava no primeiro mandato — que a “A Otan sofreu uma morte cerebral”.

“Já está previsto que os EUA saiam da liderança do grupo até 2027. Existe um momento de retirada”. Brustolin crê que a Alemanha assumirá esse posto. Tal realidade se deve à corrida armamentista que tem se alastrado pelos países europeus, incentivada pelos próprios EUA. “Depois das ameaças e da pressão do Trump, a Europa passou a investir 5% do PIB em defesa. [...] Países europeus se armam de uma maneira que não ocorre desde a Segunda Guerra”, analisou o especialista no Conexão Record News desta quarta (21).


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Por mais que as ações atuais do presidente norte-americano enfraqueçam as relações com os europeus, o próprio admitiu no discurso em Davos desta quarta (21) que o enfraquecimento da Otan não é do interesse dos EUA.

Na análise de Brustolin, entretanto, os russos apoiam a anexação da Groenlândia justamente porque tal ação iria romper os laços entre Trump e os membros da Otan: “Tem uma frase do Napoleão Bonaparte: ‘Nunca interrompa seu inimigo enquanto ele estiver cometendo um erro’. E claramente os russos não querem interromper Trump nesse momento, porque o que os russos queriam era exatamente dividir os Estados Unidos da Europa, esse é um plano de muito tempo já”.

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