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Veja a terra se ‘dobrando’ durante terremoto; vídeo intrigou cientistas

Registro captado por câmera de segurança mostra, pela primeira vez, uma falha geológica se abrindo em trajetória curva

Internacional|Do R7, em Brasília

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Nas imagens é possível ver a curvatura feita pela terra durante o terremoto 2025 Sagaing Earthquake Archive/Reprodução

Um vídeo surpreendente, gravado por uma câmera de segurança na cidade de Thazi, em Mianmar, durante o terremoto de magnitude 7,7 em 28 de março deste ano, trouxe à tona um fenômeno jamais registrado em tempo real: o solo se partindo em curva.

Embora rupturas visíveis na superfície sejam comuns em sismos intensos, a trajetória curva da falha chamou atenção da comunidade científica. Atenção na parte superior direita do vídeo:


A pesquisa completa foi publicada em 18 de julho no periódico The Seismic Record.

O registro mostra o chão tremendo violentamente antes de se abrir, com a fissura se deslocando de maneira não linear — uma característica conhecida por meio de vestígios geológicos, mas nunca antes observada em vídeo.


O geofísico Jesse Kearse, atualmente pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Kyoto, no Japão, identificou o padrão incomum ao revisar o vídeo várias vezes.

“O movimento não seguia uma linha reta, mas descrevia uma curvatura voltada para baixo”, observou. A descoberta remete diretamente a investigações anteriores conduzidas por ele, baseadas em marcas deixadas nas bordas das falhas, chamadas slickenlines.


RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vídeo gravado em Mianmar registrou solo se partindo em curva durante terremoto de magnitude 7,7.
  • Fenômeno nunca antes observado em tempo real chamou atenção da comunidade científica.
  • Geofísico Jesse Kearse identificou padrão incomum de movimento não linear da falha.
  • Descobertas podem oferecer pistas sobre a dinâmica das rupturas geológicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estudo do vídeo

Kearse, com o geofísico Yoshihiro Kaneko, também da Universidade de Kyoto, analisou detalhadamente a gravação.

Descobriram que a rachadura iniciou-se com uma curvatura acentuada, acelerou até atingir 3,2 metros por segundo, percorreu 2,5 metros em 1,3 segundo e, depois de alcançar a velocidade máxima, retomou uma linha reta e desacelerou.


“A curvatura traz pistas fundamentais sobre a dinâmica das rupturas”, explicou Kearse.

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