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Venezuela detém 17 pessoas por ataque a campanha da oposição

Maduro afirmou que qualquer pessoa que 'atacar a campanha de Henri Falcón verbalmente ou fisicamente será punido com a prisão'

Internacional|Do R7

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Maduro repudiou o ataque a campanha de Falcón
Maduro repudiou o ataque a campanha de Falcón

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que 17 pessoas foram detidas por um ataque contra a campanha de um candidato presidencial opositor nesta terça-feira (2), mas rejeitou acusações de que capangas pró-governo foram culpados pelos distúrbios antes da votação de maio.

O chefe de segurança do candidato de oposição Henri Falcón sofreu um ferimento "grave" na cabeça durante um evento de campanha em Catia, bairro violento de Caracas, na segunda-feira. Falcón acusou apoiadores do governo de agredirem Teodoro Campos, que também é parlamentar, com um soco-inglês. Campos foi hospitalizado às pressas e se encontra estável, segundo Falcón.

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Maduro, que Falcón acusou de recorrer à violência para compensar sua enorme impopularidade em meio a uma crise econômica brutal, repudiou o ataque.

"Posso dizer que há 17 pessoas presas e que todo aquele que ousar atacar a campanha do candidato presidencial Henri Falcón verbal ou fisicamente será punido com a prisão", disse Maduro em um discurso na televisão estatal, sem dar detalhes sobre as detenções.

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Maduro refutou as alegações de que grupos militantes populares conhecidos como "coletivos" estiveram por trás do ataque.

"Se alguém diz ser chavista ou membro de um coletivo e faz o que aquele grupo fez ontem em Catia, em Caracas, então não é chavista. Pode ser um infiltrador na folha de pagamento da direita", afirmou Maduro, que acusa seus adversários frequentemente de tentarem sabotar sua Presidência supostamente estocando bens, interferindo com a geração de energia e alimentando a violência.

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Críticos dizem que o líder de esquerda arruinou a economia da nação rica em petróleo devido à interferência estatal ineficiente e corrupta, mas que se recusa a assumir a responsabilidade pelo colapso da Venezuela.

Falcón espera derrotar Maduro, ex-motorista de ônibus e líder sindical, na eleição de 20 de maio, que o resto da oposição está boicotando com o argumento de que o processo eleitoral está sendo manipulado a favor do governo.

Muitos opositores desconfiam de Falcón, que já foi membro dos socialistas governistas, e dizem que ele é um fantoche de Caracas usado para legitimar uma eleição injusta. Falcón, porém, diz que os rivais de Maduro precisam se unir para tentar derrotá-lo nas urnas e provocar uma mudança pacífica na nação.

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