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Venezuelanos vão deixar de trabalhar às sextas-feiras para poupar energia e água

Seca que atinge o país reduziu capacidade de geração de eletricidade e afetou abastecimento

Internacional|Agência Brasil

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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enfrenta uma grave crise econômica e política
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enfrenta uma grave crise econômica e política

Os funcionários públicos da Venezuela não vão trabalhar às sextas-feiras durante dois meses para reduzir o consumo de eletricidade e água no país, afetado por uma seca provocada pelo fenômeno meteorológico El Niño, anunciou o presidente Nicolás Maduro.

"Amanhã [hoje, dia 7] deve sair na Gazeta Oficial o decreto especial estabelecendo todos os dias de sexta-feira como não laboráveis a partir de sexta-feira desta mesma semana, durante abril e maio", disse Maduro, ontem (6) à noite, durante um programa na televisão pública venezuelana.


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Segundo explicou, o decreto estabelece também que os centros comerciais e hotéis têm que passar a gerar nove horas diárias de eletricidade usando fontes próprias, em vez das atuais quatro a que são obrigados há várias semanas.

"Peço a máxima colaboração de todo o país. Faço um apelo ao país para que assuma este plano de 60 dias para poder superar o momento mais difícil e de maior risco", disse.


Segundo Nicolás Maduro, a barragem de El Guri, que garante 63% da energia elétrica do país, deve funcionar com um nível de água entre os 260 e 271 metros, mas esta quarta-feira chegou aos 243 metros, aproximando-se do "extremo de 240 metros".

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