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Vice-premiê britânico exige análise legal sobre prisão de David Miranda

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LONDRES, 24 Ago (Reuters) - O vice-primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Nick Clegg, pediu que sejam feitas verificações urgentes para ver se foi legal a detenção do brasileiro David Miranda sob as leis anti-terrorismo.

Clegg disse neste sábado que não foi consultado antes da detenção de Miranda, parceiro do jornalista Glenn Greenwald, que liderou a cobertura sobre documentos vazados pelo ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional Edward Snowden sobre os programas eletrônicos de espionagem dos EUA e britânico.

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Miranda, que transportava documentos fornecidos por uma jornalista que mora em Berlim, também ligada a Snowden, para Greenwald, foi liberado sem acusações, mas teve confiscados seu computador, telefone, um disco rígido e cartões de memória.

Na quinta-feira, a polícia disse que os documentos eram "muito sensíveis" e, se divulgados, poderiam colocar vidas em risco.

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Em artigo publicado no jornal The Guardian, que publicou muitos dos vazamentos de Snowden, Clegg disse que não foi consultado antes de Miranda ter sido detido sob as leis anti-terrorismo da Grã-Bretanha, o que permite à polícia deter e interrogar os passageiros que viajam através de aeroportos e portos para determinar se eles estão envolvidos no planejamento de atos terroristas.

"Eu reconheço as muitas questões levantadas sobre o uso da lei de terrorismo de 2000, para esses fins", escreveu ele. "É extremamente importante que o revisor independente (...) informe rapidamente sobre se este foi um uso legítimo da lei e se essa legislação deva ser ajustada."

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(Reportagem de Tom Pfeiffer)

(Reportagem de Tiago Pariz)

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