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Vídeo promocional de revista lésbica faz furor com montagem de Merkel

Internacional|Do R7

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Berlim, 21 jul (EFE).- Um vídeo promocional de uma revista alemã dirigida a leitoras lésbicas fez furor nas redes sociais com uma montagem na qual uma sósia da chanceler Angela Merkel é abraçada por uma mulher, enquanto ao fundo é possível escutar a notícia de que o parlamento aprovou o casamento homossexual. A publicação "Straight", que comercializará um editorial de recente criação -Tchakabum-, causou rebuliço antes de seu lançamento na quarta-feira com esse vídeo de 23 segundos. A gravação, em branco e preto e aparentemente em um quarto de hotel, começa com a imagem da sósia da chanceler junto a uma janela e mexendo no telefone celular, um gesto muito característico da chefe do governo alemão, enquanto escuta-se a notícia de que o parlamento aprovou por 62% o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nesse momento aparece outra mulher, mais jovem e usando somente uma camisa, que a abraça com ternura pelas costas e dá um beijo no pescoço, a quem ela responde pegando nas mãos embora sem soltar seu celular. "Straight", uma revista que se define "para mulheres que amam as mulheres", pretende chamar a atenção sobre essa temática e sobre a posição do governo de Merkel, que despreza a aprovação do casamento homossexual na presente legislatura. Enquanto em países europeus, como a católica Irlanda, ou nos Estados Unidos houve avanços nos últimos meses na legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, na Alemanha só existe a possibilidade de se registrar como casal de fato entre homossexuais. Esta fórmula foi aprovada em tempos da coalizão entre social-democratas e verdes liderada pelo chanceler Gerhard Schröder -entre 1998 e 2005- e então considerado um marco na luta pelos direitos dos homossexuais. Desde então, na Alemanha houve avanços na eliminação de leis discriminatórias, especialmente em matéria fiscal, mas segue sem ser contemplada a possibilidade do casamento civil e a adoção de filhos pelos casais do mesmo sexo. Merkel defendeu recentemente sua postura e ratificou que para ela o casamento deve ser entre um homem e uma mulher, ao mesmo tempo que insistiu nos avanços realizados para a equiparação dos direitos dos homossexuais. EFE gc/ff

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