Violentos combates em prisão do norte da Síria
Internacional|Do R7
Soldados do regime e rebeldes se enfrentam desde sexta-feira em combates que já deixaram 10 mortos na prisão central de Idleb, no noroeste da Síria, informou neste sábado o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Ao menos 10 rebeldes morreram na sexta-feira nestes confrontos, acrescentou o OSDH, uma ONG com sede na Grã-Bretanha que obtém suas informações de uma ampla rede de militantes e médicos na Síria.
Seu diretor, Rami Abdel Rahmane, informou à AFP por telefone que os rebeldes conseguiram libertar mais de 100 detidos, embora ainda não tenham tomado o controle da prisão.
Vários vídeos que os militantes colocaram na internet mostram rebeldes no interior deste centro penitenciário, situado na entrada oeste de Idleb, capital - controlada pelo regime - de uma província que está em sua maior parte nas mãos dos insurgentes.
Nas imagens, pode-se ver dezenas de homens apresentados como prisioneiros escapando guiados pelos rebeldes enquanto são ouvidos disparos e explosões. Avançam agachados para evitar serem atingidos, mas um deles termina caindo.
Outro vídeo mostra celas, algumas cheias de escombros e bombardeadas, enquanto cadáveres de civis no solo são apresentados como prisioneiros que os soldados executaram de forma sumária.
No centro do país, combates entre insurgentes e soldados em Quseir, uma cidade rebelde da província de Homs, deixaram cinco mortos entre os opositores armados, e a artilharia do regime continuava com seu bombardeio do oeste de Homs, segundo o OSDH.
A revolta na Síria começou em março de 2011 no contexto da Primavera Árabe. Começou com manifestações pacíficas que pediam mais liberdades, antes de se radicalizar, exigindo a queda do regime.
Diante da repressão sangrenta dos protestos pelo regime, a oposição se militarizou e o país segue afundado em um conflito armado que já deixou mais de 60.000 mortos em 22 meses, segundo a ONU.
Por sua vez, o governo britânico anunciou neste sábado uma ajuda humanitária de 25 milhões de euros para a população síria.
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