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Visão de mundo de Trump deve ficar isolada na Assembleia Geral da ONU, diz professor

Casa Branca negou vistos a assessores do presidente iraniano; especialista espera que outros países defendam o multilateralismo no encontro

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os Estados Unidos negaram vistos aos assessores do presidente iraniano para a Assembleia Geral da ONU.
  • Leonardo Trevisan afirma que a atitude não é nova e já ocorreu com outras delegações, como a brasileira.
  • Trevisan destaca a importância do multilateralismo e a aproximação do Canadá com a União Europeia e do Brasil com o Quênia.
  • China e Índia não estarão presentes na Assembleia, enviando representantes, e a visão de Trump deve ficar isolada no evento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo dos Estados Unidos negou os vistos dos assessores do presidente iraniano Masoud Pezeshkian para a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que ocorre nesta terça-feira (22). Na semana passada, o governo norte-americano havia informado que autorizaria a entrada da “delegação central do regime iraniano”, em conformidade com as obrigações dos Estados Unidos, país anfitrião da Assembleia da ONU.

Segundo Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (21), a atitude da Casa Branca não é nova, e isso já ocorreu com a delegação brasileira.

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“Com a delegação iraniana, vai acontecer novamente esse mesmo procedimento. A sensação que passa para diferentes analistas é que Trump usa esse tipo de atitude como uma medida interna. Ele conversa com o seu público: ‘Olha, hein, eu sou durão. Olha, hein, eu não aceito os iranianos’. Mais uma medida desse tipo. Porque, do ponto de vista diplomático, do ponto de vista da organização e das estruturas regimentais da própria ONU, isso não tem nenhum sentido.”

Na avaliação de Trevisan, a expectativa para a Assembleia Geral é que haja uma proteção das relações multilaterais, com destaque para o Canadá se aproximando da União Europeia e o Brasil se aproximando do Quênia. “Multilateralismo significa as nações sendo tratadas de forma igualitária, não as nações sendo tratadas como submetidas a decisões das nações mais ricas, não a nação mais favorecida, são todas iguais. Esta lógica é uma lógica que convive com o mundo sem guerras.”

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Trevisan também chama a atenção para China e Índia, duas nações mais populosas do mundo, que não estarão presentes na Assembleia deste ano e enviaram seus representantes. Ele também pontua que a visão de Donald Trump no evento da ONU deve ficar isolada.

“Na prática, Trump e a sua visão de mundo vão reinar meio que sozinhos nesse ponto da ONU. A resposta dos outros países tem que ser a da aproximação. É o que o Canadá está fazendo com a União Europeia”.

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