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Assembleia Geral da ONU precisa provar que gera frutos, ressalta professor

Crises no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia devem dominar os debates do encontro anual de líderes em Nova York, nos EUA

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Crises no Oriente Médio e guerra na Ucrânia dominam debates na Assembleia Geral da ONU.
  • Mais de 100 líderes mundiais se reúnem em Nova York para discutir conflitos e crises globais.
  • António Guterres expressa preocupação com a piora dos conflitos e se prepara para deixar a liderança da ONU.
  • Professor Kleber Galerani destaca a necessidade da ONU provar eficácia em conter conflitos e regular novas tecnologias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As crises no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia devem dominar os debates da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). São aguardados mais de 100 chefes de Estado e de governo no encontro anual em Nova York, nos Estados Unidos.

O secretário-geral da organização disse nesta semana que os conflitos pioram um pouco a cada dia e expressou temor de um risco de explosão em escala global. Após 10 anos, António Guterres se prepara para deixar a liderança da ONU. Além das guerras, as crises no Sudão, na República Democrática do Congo, no Haiti e em vários países serão abordadas em reuniões.


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O tema da inteligência artificial também será discutido na cúpula, após uma série de incidentes e alertas nas últimas semanas. Entre os líderes que estarão presentes no encontro estão Benjamin Netanyahu, Volodymyr Zelensky e o presidente Lula. O líder chinês, Xi Jinping, vai viajar aos Estados Unidos, mas não participará da assembleia. Ele deve se encontrar com Donald Trump, na Casa Branca, na quinta-feira (24).

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (18), Kleber Galerani, professor de direito e relações internacionais, ressalta que a ONU enfrenta, atualmente, o teste de conter conflitos, de preservar a diplomacia e de estabelecer regras para novas tecnologias. O encontro, para Galerani, precisa provar que gera frutos.


“O panorama dessa reunião mostra uma organização pressionada por guerras convencionais, crises humanitárias prolongadas e ameaças tecnológicas emergentes. A Assembleia Geral oferecerá discursos, encontros e canais paralelos de negociação. Mas o verdadeiro teste será transformar a presença diplomática em resultado político”, afirma.

Segundo o professor, o evento vai reunir, em um curto período de tempo, adversários que estão muitas vezes próximos geograficamente, mas que continuam distantes politicamente.


“A guerra entre Estados Unidos e Irã deve ocupar boa parte dos discursos, embora nós observemos que não há, num curto prazo, avanços ali estabelecidos. Em relação também ao Oriente Médio, à questão de Gaza, nós temos alguns temas que serão tratados sobre o plano de paz, sobre a expansão dos assentamentos israelenses na região da Cisjordânia. Quanto à questão da guerra russa e ucraniana, Zelensky deve discursar em Nova York e deve participar também de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a guerra”, aponta.

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