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Votação britânica é encerrada; pesquisas apontam vitória pela permanência na UE

Internacional|Do R7

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Por Kate Holton e David Milliken

LONDRES (Reuters) - A votação no referendo britânico sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia foi encerrada na noite desta quinta-feira, com pesquisas iniciais apontando para a vitória da campanha pela permanência britânica no bloco europeu.


Uma pesquisa conduzida pela YouGov apontou para a vitória da campanha do "fica" por uma margem de 52 a 48 por cento. Diferentemente de uma pesquisa boca de urna clássica, o levantamento teve como base respostas de uma amostra pré-selecionada de pessoas, e não uma pesquisa de eleitores que deixavam as urnas.

Outra pesquisa, realizada pelo instituto Ipsos-MORI na quarta e quinta-feira, também colocou a campanha pela permanência na UE na liderança com 54 por cento, ante 46 por cento pela saída. Uma pesquisa do mesmo instituto divulgada mais cedo dava vantagem para a permanência com 52 por cento, ante 48 por cento pela saída do bloco.


Nigel Farage, chefe do Partido de Independência do Reino Unido e principal voz a favor da saída da UE, disse à Sky News que não espera estar do lado vencedor.

"Foi uma campanha extraordinária, a participação (dos eleitores) parece ter sido excepcionalmente alta e parece que o 'fica" irá vencer", disse Farage para a Sky News.


A libra esterlina subiu para o maior nível neste ano, acima de 1,50 dólar, em alta de quase 1 por cento no dia.

A campanha de quatro meses dividiu a nação e o resultado final da votação pode mudar a face da Europa.


Caso o Reino Unido se torne o primeiro Estado a deixar a UE, o chamado "Brexit" pode se tornar o maior golpe ao bloco de 28 nações desde sua fundação.

A UE ficaria sem sua segunda maior economia e sem uma das duas principais potências militares, e poderia enfrentar pedidos similares de votos por políticos anti-UE em outros países.

Se a campanha pela permanência ganhar, foi prometido ao Reino Unido um status especial que o isenta de qualquer nova integração política, mas líderes europeus ainda terão que lidar com o crescente e forte euroceticismo no continente.

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