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Yanukovich diz que ainda é o presidente e comandante em chefe da Ucrânia

Internacional|Do R7

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Por Denis Pinchuk

ROSTOV-NA-DONU, Rússia. 11 Mar (Reuters) - O líder deposto Viktor Yanukovich garantiu nesta terça-feira que continua sendo o legítimo presidente e comandante em chefe das Forças Armadas da Ucrânia, e conclamou os militares a contestarem "ordens criminosas" dadas por seus inimigos.

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Yanukovich, que fugiu para a Rússia no mês passado, atacou o "bando de ultranacionalistas e neofascistas" que substituiu o seu governo, e criticou os apoiadores ocidentais do novo Executivo.

"Quero perguntar aos clientes dessas forças sombrias do Ocidente: vocês ficaram cegos? Esqueceram o que é o fascismo?", disse Yanukovich em Rostov-na-Donu, no sul da Rússia, onde fez sua segunda aparição desde a deposição, em 22 de fevereiro.

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Yanukovich foi destituído após três meses de violentos protestos populares, desencadeados por sua decisão de rejeitar um acordo de livre comércio com a UE, levando em vez disso a Ucrânia a se aproximar economicamente da vizinha Rússia.

"Tenho certeza de que oficiais e soldados da Ucrânia... sabem o quanto vocês valem e não cumprirão suas ordens criminais", disse Yanukovich, dirigindo-se aos novos governantes da Ucrânia e prometendo que eles serão responsabilizados pela morte de dezenas de pessoas durante as manifestações.

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Também segundo Yanukovich, os atuais líderes da Ucrânia "querem incluir combatentes de organizações nacionalistas nas Forças Armadas, colocar armas nas suas mãos... desencadear uma guerra civil".

O líder deposto qualificou de "ilegais e ilegítimas" as eleições marcadas para 25 de maio, e disse que voltará a Kiev "assim que as circunstâncias permitirem".

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Trata-se de uma promessa ousada por parte de um homem cuja autoridade foi desprezada pelo Ocidente e questionada pela Rússia, e que iniciou seu pronunciamento declarando apenas que continua vivo. Ao final, deixou a sala sem responder a perguntas.

Comentando o impulso separatista da região ucraniana da Crimeia, que parte da população e dos políticos deseja unir à Rússia, Yanukovich admitiu que a península está "se separando" da Ucrânia, e disse que a culpa é dos seus inimigos.

Yanukovich criticou também os planos dos EUA de ampliar a ajuda financeira à Ucrânia, e lembrou que há uma lei dos EUA que proíbe a ajuda a autoridades estrangeiras ilegítimas. Prometeu levar a questão ao Congresso e à Suprema Corte dos EUA.

"Vocês não têm o direito, segundo suas próprias leis, de darem dinheiro a bandidos", afirmou.

(Reportagem adicional de Elizabeth Piper em Moscou)

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