Internacional Zelenski responde a Putin que não aceita 'ultimato' e pede 'diálogo'

Zelenski responde a Putin que não aceita 'ultimato' e pede 'diálogo'

Presidente deu entrevista a um canal americano e ressaltou a importância da zona de exclusão aérea para a defesa do país

Agência EFE
Presidente Volodmir Zelenski em coletiva de imprensa

Presidente Volodmir Zelenski em coletiva de imprensa

Ukraine Presidency/AFP - 6.3.2022

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, respondeu ao Kremlin nesta segunda-feira (7) que não aceita seu "ultimato" para frear a invasão e pediu ao homólogo russo, Vladimir Putin, que saia da "bolha" e permita o "diálogo".

O presidente ucraniano se expressou assim, quando questionado em uma entrevista que teve alguns trechos antecipados pela emissora americana ABC, sobre o anúncio do Kremlin, que propôs frear a ofensiva se Kiev desistir da adesão à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), reconhecer a Crimeia como território russo e reconhecer a independência do Donbass.

"Este é outro ultimato, e não estamos preparados para ultimatos", disse Zelenski durante a entrevista, que vai ao ar na íntegra nesta noite. Por outro lado, o presidente ucraniano afirmou que "o que Putin deve fazer é iniciar o diálogo em vez de viver em uma bolha de informação sem oxigênio".

"Ele está em uma bolha recebendo informações, e não sabemos se as informações que dão a ele são realistas", explicou.

Quando questionado sobre a recusa da Otan e dos Estados Unidos em impor uma zona de exclusão aérea na Ucrânia, Zelenski reiterou que é necessário derrubar mísseis russos para "preservar vidas" de civis, já que, segundo observou, há bombardeios contra universidades e hospitais.

"Tenho certeza de que os bravos soldados americanos derrubariam [os mísseis russos] que são lançados contra os estudantes. Tenho certeza de que eles não hesitariam em fazê-lo", comentou.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, reforçou nesta segunda-feira durante uma visita à Letônia que nem seu país nem a Otan apoiarão uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, pois isso implicaria fazer da Aliança "parte" do conflito.

A posição assumida pela Otan é enviar armas aos ucranianos para se defenderem do ataque russo, mas não mobilizará soldados ou aviões na Ucrânia, país que não faz parte da Aliança Atlântica.

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