Zelensky diz que isenção de petróleo da Rússia não ajudará a acabar com a guerra
Presidente francês assegurou que a Europa deve intensificar o apoio militar à Ucrânia e não suspender as sanções contra a Rússia
Internacional|Da Reuters
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A decisão dos EUA (Estados Unidos) de aliviar as sanções sobre o petróleo russo não ajuda a encerrar o conflito na Ucrânia, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nesta sexta-feira (13), enquanto busca garantias de apoio em Paris em meio à guerra no Oriente Médio.
Os preços do petróleo subiram desde que os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, beneficiando indiretamente a Rússia, e Kiev teme que o novo conflito esteja desviando a atenção para longe da Ucrânia.
“Não há nada de bom para a Ucrânia na guerra do Oriente Médio. É compreensível que a atenção do mundo esteja se voltando para o Oriente Médio”, disse ele a estudantes da universidade Sciences Po, em Paris.
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Os EUA anunciaram na quinta-feira (12) que devem suspender temporariamente as sanções sobre o petróleo russo no mar.
“Essa única flexibilização por parte dos EUA pode fornecer à Rússia cerca de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 52,5 bilhões, na cotação atual) para a guerra. Isso certamente não ajuda (a alcançar) a paz”, disse Zelensky em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente francês, Emmanuel Macron.
O conflito com o Irã também levantou questões sobre o fornecimento imediato de armas — principalmente defesas aéreas — de parceiros ocidentais para a Ucrânia, já que estados árabes do Golfo reduziram seus próprios estoques de defesa aérea para repelir ataques diários de Teerã.
Zelensky avaliou que isso vai agravar a grave escassez de mísseis de defesa aérea da Ucrânia. Nesta semana, ele afirmou que os países do Golfo usaram mais mísseis de defesa aérea PAC-3 Patriot contra ataques iranianos em poucos dias do que Kiev recebeu de Washington em quatro anos.
Zelensky não especificou a fonte de seus números.
A União Europeia ainda não chegou a um acordo sobre a proposta de um empréstimo de 90 bilhões de euros que, em parte, forneceria a Kiev fundos para a compra de armas. A Ucrânia espera que o empréstimo esteja em vigor até meados de abril.
Macron disse que nada deve impedir a Europa de ajudar a Ucrânia e elogiou a “notável tenacidade e coragem” de Kiev em resistir ao ataque da Rússia.
O líder francês argumentou que não há justificativa para suspender as sanções contra a Rússia e que, se Moscou acha que a guerra no Irã lhe dará uma trégua, está enganada.
Sem entrar em detalhes, Macron disse que o apoio de armas à Ucrânia deve ser intensificado.
Zelensky procurou mostrar aos países árabes do Golfo Pérsico — muitos deles com laços estreitos com Moscou — que a Ucrânia pode ser um parceiro útil e confiável.
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