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Zelensky diz que isenção de petróleo da Rússia não ajudará a acabar com a guerra

Presidente francês assegurou que a Europa deve intensificar o apoio militar à Ucrânia e não suspender as sanções contra a Rússia

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a decisão dos EUA de aliviar sanções sobre o petróleo russo.
  • Zelensky afirmou que essa medida pode fornecer até US$ 10 bilhões à Rússia, o que não ajuda a alcançar a paz.
  • Ele expressou preocupações sobre a falta de atenção à guerra na Ucrânia, devido ao conflito no Oriente Médio.
  • A União Europeia ainda não concordou com um empréstimo de 90 bilhões de euros para ajudar a Ucrânia na compra de armas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (à esquerda), cumprimenta o presidente da França, Emmanuel Macron (à direita), em Paris
O conflito no Oriente Médio está desviando a atenção do apoio à Ucrânia, que enfrenta escassez de mísseis LUDOVIC MARIN/Pool via Reuters - 13.03.2026

A decisão dos EUA (Estados Unidos) de aliviar as sanções sobre o petróleo russo não ajuda a encerrar o conflito na Ucrânia, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nesta sexta-feira (13), enquanto busca garantias de apoio em Paris em meio à guerra no Oriente Médio.

Os preços do petróleo subiram desde que os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, beneficiando indiretamente a Rússia, e Kiev teme que o novo conflito esteja desviando a atenção para longe da Ucrânia.


“Não há nada de bom para a Ucrânia na guerra do Oriente Médio. É compreensível que a atenção do mundo esteja se voltando para o Oriente Médio”, disse ele a estudantes da universidade Sciences Po, em Paris.

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Os EUA anunciaram na quinta-feira (12) que devem suspender temporariamente as sanções sobre o petróleo russo no mar.


“Essa única flexibilização por parte dos EUA pode fornecer à Rússia cerca de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 52,5 bilhões, na cotação atual) para a guerra. Isso certamente não ajuda (a alcançar) a paz”, disse Zelensky em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente francês, Emmanuel Macron.

O conflito com o Irã também levantou questões sobre o fornecimento imediato de armas — principalmente defesas aéreas — de parceiros ocidentais para a Ucrânia, já que estados árabes do Golfo reduziram seus próprios estoques de defesa aérea para repelir ataques diários de Teerã.


Zelensky avaliou que isso vai agravar a grave escassez de mísseis de defesa aérea da Ucrânia. Nesta semana, ele afirmou que os países do Golfo usaram mais mísseis de defesa aérea PAC-3 Patriot contra ataques iranianos em poucos dias do que Kiev recebeu de Washington em quatro anos.

Zelensky não especificou a fonte de seus números.


A União Europeia ainda não chegou a um acordo sobre a proposta de um empréstimo de 90 bilhões de euros que, em parte, forneceria a Kiev fundos para a compra de armas. A Ucrânia espera que o empréstimo esteja em vigor até meados de abril.

Macron disse que nada deve impedir a Europa de ajudar a Ucrânia e elogiou a “notável tenacidade e coragem” de Kiev em resistir ao ataque da Rússia.

O líder francês argumentou que não há justificativa para suspender as sanções contra a Rússia e que, se Moscou acha que a guerra no Irã lhe dará uma trégua, está enganada.

Sem entrar em detalhes, Macron disse que o apoio de armas à Ucrânia deve ser intensificado.

Zelensky procurou mostrar aos países árabes do Golfo Pérsico — muitos deles com laços estreitos com Moscou — que a Ucrânia pode ser um parceiro útil e confiável.

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