Indústria faz crítica à tarifa dos EUA e defende solução diplomática
Empresários criticam impacto das tarifas sobre competitividade e defendem negociação diplomática
Boletim JR 24H|Do R7
O novo tarifaço provocou reação imediata do setor produtivo brasileiro. A indústria afirma que a medida reduz a competitividade das empresas e defende uma saída diplomática para tentar reverter as novas taxas.
Em nota, a Fiesp classificou a decisão como prejudicial por atingir exclusivamente o Brasil, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras em relação a outros países. A entidade também criticou a condução das relações entre Brasil e Estados Unidos e afirmou que a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma negociação mais técnica e pragmática.
Segundo a Fiesp, o mercado americano é o principal destino dos produtos brasileiros de maior valor agregado. A entidade destacou ainda que as novas tarifas ampliam as dificuldades enfrentadas pela indústria, que já convive com alta carga tributária e juros elevados.
O governo dos Estados Unidos informou que a lista de produtos atingidos e das exceções será divulgada nas próximas horas. Para o analista de mercado Daniel Teles, o Brasil já começou a diversificar suas exportações após as tarifas aplicadas no ano passado, abrindo novos mercados e reduzindo a dependência do mercado americano.
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