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Saiba como agir como colega ou gestor quando uma pessoa chora no trabalho

Seja qual for o motivo, chorar é uma resposta emocional normal e saudável que ninguém deve ser forçado a reprimir

The Conversation

The Conversation|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Chorar no trabalho é uma resposta emocional normal e saudável.
  • Uma pesquisa revela que até 70% dos trabalhadores remotos já choraram por questões relacionadas ao trabalho.
  • Normas de gênero influenciam como o choro é percebido e podem impactar a carreira de quem chora.
  • Gerentes e colegas devem estar preparados para lidar com a situação de forma empática e solidária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Existem muitos motivos diferentes pelos quais as pessoas choram no trabalho seogalaxy/Unsplash

No meio de uma discussão difícil durante sua avaliação de desempenho, uma funcionária chamada Joana finalmente se emociona e começa a chorar. Seu chefe não sabe o que fazer e lida com a situação de maneira desajeitada.

Pergunte a si mesmo: como você reagiria nessa situação? E você teria a mesma reação se não fosse Jane quem estivesse chorando, mas outro funcionário, o João?


Pode parecer que o consenso é que não se deve chorar no trabalho. Mas chorar no trabalho não é incomum.

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De acordo com uma pesquisa recente da empresa de aplicativos de saúde mental Headspace, 48% dos funcionários presenciais e 44% dos funcionários híbridos já choraram por causa do trabalho. Entre os funcionários totalmente remotos, o número chegou a 70%.


Precisamos repensar nossa atitude em relação a isso. E o que você pode fazer se você ou alguém que você conhece chorar no trabalho?

É normal chorar

Existem muitos motivos diferentes pelos quais as pessoas choram no trabalho. Dificuldades em atender às demandas da carga de trabalho, conflitos interpessoais e grandes mudanças no local de trabalho são exemplos de fatores estressantes que podem contribuir para a saúde mental precária e o choro.


Mas as pessoas também podem ficar angustiadas no trabalho por motivos pessoais totalmente alheios ao trabalho. Seja qual for o motivo, chorar é uma resposta emocional normal e saudável que não deve ser reprimida.

Por que chorar no trabalho parece diferente? Chorar fora do trabalho não é incomum — é normal em casamentos, funerais e outros eventos da vida. Mas no local de trabalho pode parecer inesperado, intenso e fora do normal, deixando a pessoa que chora e aqueles ao seu redor desconfortáveis.


O constrangimento resultante pode levar a questionamentos sobre os motivos da pessoa que chora. Ela está chorando porque está genuinamente chateada ou está tentando manipular a situação?

Se um colega ou gestor considerar o choro insincero, reagirá de maneira diferente do que se achasse que se trata de uma demonstração de emoção real. Se acreditar que o choro está relacionado a um motivo aceitável, como paixão ou cuidado pelo trabalho ou circunstâncias pessoais significativas, é mais provável que a pessoa que chora seja desculpada.

Chorar no trabalho pode impactar negativamente a progressão na carreira, especialmente se for uma ocorrência regular e afetar o desempenho.

Normas de gênero

As normas de gênero também podem ser um fator determinante no choro e na forma como os outros reagem a ele. As mulheres são mais propensas a chorar e sofrer as consequências de estereótipos negativos, incluindo serem vistas como emocionais, fracas ou pouco profissionais. Para os homens, chorar é considerado menos aceitável e uma violação dos estereótipos masculinos.

Independentemente do gênero, o medo de ser visto como pouco profissional ou pouco sincero pode desencorajar as pessoas a chorarem no trabalho. As normas sociais e a cultura de uma organização também podem influenciar a forma como as lágrimas são interpretadas.

Em alguns locais de trabalho, os funcionários podem se sentir pressionados a controlar suas emoções, enquanto em locais de trabalho mais solidários as emoções são consideradas parte da experiência humana.

Como reagir

Quando alguém está chorando no trabalho, ter algumas coisas importantes em mente pode ajudar todos os envolvidos a se sentirem vistos e apoiados. Aqui estão algumas dicas.

Para a pessoa que está chorando:

  1. Mude seu foco: respire fundo e redirecione seus pensamentos. Isso permitirá que você se concentre no assunto em questão, em vez das lágrimas.
  2. Faça uma pausa: peça um tempo para se recompor. Isso demonstra maturidade emocional e reconhece que seu choro pode causar desconforto aos outros.
  3. Reestruture a emoção: ajude os outros a entender que sua reação vem de um lugar de cuidado e profunda paixão. Esclareça se as lágrimas estão relacionadas ao trabalho ou não, para dar perspectiva e compreensão.
  4. Procure ajuda se precisar: considere fontes de apoio adicional, como um médico ou um terapeuta.

Para um gerente ou colega:

  1. Esteja preparado: os trabalhadores são humanos e, às vezes, choram. Ter um local apropriado para as pessoas fazerem uma pausa — e pequenos gestos, como oferecer uma caixa de lenços — pode fazer uma grande diferença.
  2. Mostre empatia: ouça ativamente, não tire conclusões precipitadas e respeite os limites. Sua reação e seu comportamento podem ter uma grande influência no que acontecerá a seguir.
  3. Desafie seus preconceitos: um episódio de choro não demonstra necessariamente fraqueza ou falta de profissionalismo.
  4. Entenda sua zona de influência: o choro é resultado de algo sobre o qual você, como gestor, tem controle? Conheça suas responsabilidades e obrigações.
  5. Procure ajuda: a menos que você seja um conselheiro treinado, você não é um conselheiro treinado. Saiba quando procurar apoio profissional para você ou para outras pessoas.

Com a intensidade e a incerteza da vida, não é surpreendente que os trabalhadores fiquem sobrecarregados às vezes. Chorar é uma parte natural do comportamento humano e não deve ser uma surpresa no local de trabalho.

Perguntas e respostas

Como as pessoas geralmente reagem ao choro no trabalho?

Embora muitas pessoas acreditem que chorar no trabalho não é aceitável, isso ocorre com frequência. Uma pesquisa da Headspace revelou que 48% dos funcionários presenciais e 44% dos híbridos já choraram por causa do trabalho, e entre os totalmente remotos, esse número chega a 70%.

Por que chorar no trabalho é visto de forma diferente em comparação a outros contextos?

Chorar em contextos como casamentos ou funerais é considerado normal, mas no ambiente de trabalho pode ser visto como inesperado e intenso, gerando desconforto tanto para a pessoa que chora quanto para os colegas.

Como a percepção do choro pode variar entre colegas e gestores?

A reação de colegas ou gestores ao choro pode depender de como interpretam a sinceridade da emoção. Se acreditarem que o choro é genuíno, podem ser mais compreensivos, mas se acharem que é uma tentativa de manipulação, a reação pode ser negativa.

Quais são as consequências do choro no ambiente de trabalho?

Chorar no trabalho pode impactar negativamente a carreira, especialmente se ocorrer com frequência e afetar o desempenho. Além disso, normas de gênero podem influenciar como o choro é percebido, com mulheres frequentemente enfrentando estereótipos negativos e homens sendo desencorajados a demonstrar emoções.

Como as normas sociais e a cultura organizacional afetam a reação ao choro?

As normas sociais e a cultura de uma organização podem influenciar a forma como as lágrimas são interpretadas. Em ambientes onde as emoções são vistas como parte da experiência humana, as reações podem ser mais solidárias, enquanto em outros, os funcionários podem sentir pressão para controlar suas emoções.

Quais dicas podem ajudar colegas e gestores a lidar com o choro no trabalho?

É importante lembrar que chorar é uma parte natural do comportamento humano. Gestores e colegas devem estar cientes da intensidade da vida e oferecer apoio, reconhecendo que o choro não deve ser uma surpresa no ambiente de trabalho.

Os autores não prestam consultoria, trabalham, possuem ações ou recebem financiamento de qualquer empresa ou organização que se beneficiaria deste artigo e não revelaram qualquer vínculo relevante além de seus cargos acadêmicos.

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