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Acidente com césio-137 em Goiânia (GO) completa 39 anos e ainda deixa marcas

O acidente radioativo de 1987 ainda afeta Goiânia, com monitoramento contínuo e acompanhamento das vítimas

JR na TV|Do R7

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Quase quatro décadas depois, as marcas do acidente com o césio-137 ainda fazem parte da história de Goiânia (GO). Neste domingo (13), o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora de uma usina nuclear completa 39 anos. 

Tudo começou em setembro de 1987, quando parte de um aparelho de radioterapia foi retirada de um hospital abandonado, no centro de Goiânia. Dentro dele estava o césio-137, material em pó altamente radioativo. O brilho azul da substância chamou a atenção e várias pessoas tiveram contato direto ou indireto com o material. Quatro morreram nas semanas seguintes à exposição. 

Na época, sete casas foram demolidas e 41, evacuadas. Um dos terrenos que permanece vazio é onde funcionava o ferro-velho para onde o aparelho foi levado. Quase quatro décadas depois, áreas como essa ainda são monitoradas. O acidente atingiu o nível 5 em uma escala internacional que vai até 7. 

Hoje, 1.300 pessoas são acompanhadas pelo Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados. Em 39 anos, 224 pessoas acompanhadas pelo centro morreram, sendo 46 por neoplasias. Cerca de seis mil toneladas de rejeitos estão armazenadas de forma segura em um parque, em Abadia de Goiás, a cerca de 20 quilômetros de Goiânia. 


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