Logo R7.com
RecordPlus
JR 24H

Agressões contra médicos crescem e já somam quase mil casos no RJ

Dados revelam crescimento da violência contra profissionais da saúde em todo o país

JR na TV|Do R7

  • Google News

A agressão contra médicos tem se tornado rotina em hospitais ao redor do Brasil. No Rio de Janeiro, foram registrados 987 casos nos últimos sete anos, a maioria na rede pública. A violência, que pode ser física, moral ou verbal, atinge principalmente mulheres, responsáveis por 61,4% das ocorrências. 

Médicas relatam episódios de agressão e ameaças durante atendimentos. “Eu já fui vítima de tudo, tanto de agressão física, quanto de agressão verbal, quanto de assédio, injúria, difamação, ameaça”, contou Sandra Lúcia Boyer Rodrigues. A pediatra Amanda Gil afirmou ter sido atacada pela mãe de uma paciente. “Ela me deu um soco no rosto, abriu meu rosto, mordeu e me arranhou no braço e na perna”, disse. 

Os números do Conselho Federal de Medicina mostram que São Paulo lidera o ranking nacional de violência contra médicos, com 832 casos em 2024, seguido do Paraná, com 767, e Minas Gerais, com 460. Especialistas apontam que a insatisfação com filas, demora no atendimento e negativa de atestados costuma desencadear agressões. “A população acaba colocando toda a sua raiva no médico”, afirmou o conselheiro federal Raphael Câmara. 

Casos recentes no Rio chamaram atenção, como o de uma médica espancada durante um plantão e outro em que uma profissional foi mantida em cárcere privado por um paciente na Baixada Fluminense. Entidades médicas defendem medidas de proteção, como reforço na segurança e implantação de botão de pânico nas unidades de saúde. “Profissionais treinados para salvar vidas trabalham sob ameaça”, resume a reportagem.


O PlayPlus agora é RecordPlus: mais conteúdo da RECORD para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.