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Alto custo das canetas emagrecedoras leva pacientes a abandonar tratamento, aponta pesquisa

Pesquisa também identificou que 7% dos pacientes começaram a usar o medicamento sem orientação médica

JR na TV|Do R7

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Uma pesquisa exclusiva à qual o Jornal da Record teve acesso mostrou que o alto custo das canetas emagrecedoras impede muitos pacientes de iniciar ou manter o tratamento. O levantamento da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) aponta que apenas 28% dos pacientes conseguem arcar com os medicamentos, enquanto 65% interrompem o uso por questões financeiras. 

A dificuldade é vivida por pacientes como Luciana Aparecida Dias da Silva, que recebeu recomendação médica para iniciar o tratamento com medicamentos à base de GLP-1, mas não consegue custear a terapia. "Eu preciso emagrecer no mínimo uns 20, 30 quilos. É muito caro, por causa das condições financeiras e a gente não tem condições de comprar esse tratamento agora", relatou. 

A pesquisa, baseada em dados clínicos de 1.067 médicos de todo o país, também identificou que 7% dos pacientes começaram a usar o medicamento sem orientação médica. Especialistas alertam que a interrupção do tratamento sem acompanhamento pode provocar complicações, especialmente em pessoas com diabetes e outras doenças associadas. 

A expectativa é que a quebra da patente do princípio ativo das canetas emagrecedoras no Brasil permita uma redução de até 45% nos preços. Segundo a Febrafar, a medida pode ampliar significativamente o acesso ao tratamento nos próximos anos. Luciana espera ser beneficiada pela mudança: "Eu queria que fosse mais barato, porque é a minha vida que está em jogo." 


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