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Banco Master: PF diz que agentes tiveram acesso a dados de material recolhido ao STF sobre o caso

Os depoimentos podem definir se o caso vai ser enviado de volta à primeira instância, mas a decisão final cabe ao relator do processo, ministro Dias Toffoli

JR na TV|Do R7

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A Polícia Federal começou a tomar depoimentos de investigados no inquérito sobre supostas irregularidades na proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília, o BRB. Foram ouvidos Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de finanças e controladoria do BRB, e Alberto Felix de Oliveira, superintendente executivo de tesouraria do Banco Master.  

O conteúdo dos depoimentos está em sigilo. Vão ser remarcados os depoimentos de André Felipe de Oliveira Seixas, diretor de uma empresa investigada no caso, e Henrique Souza e Silva, empresário envolvido na investigação, depois que as defesas alegaram que não tiveram acesso ao processo.  

Na terça (27), a PF vai ouvir mais quatro pessoas investigadas. Os depoimentos podem definir se o caso vai ser enviado de volta à primeira instância, mas a decisão final cabe ao relator do processo, ministro Dias Toffoli, que tem sido aconselhado por colegas a retirar o caso do STF diante do desgaste à imagem do tribunal.  

O principal argumento de integrantes do Supremo é que, além da crise, não existe investigado com foro privilegiado no inquérito, e por isso, não faz sentido manter a investigação na corte. Toffoli tem sido alvo de críticas por decisões como a que determinou que o material apreendido na segunda fase da operação Compliance Zero fosse enviado ao STF e não para a Polícia Federal. A pressão sobre o ministro cresceu depois da informação de que fundos ligados ao Master teriam comprado a participação de irmãos de Toffoli no Resort Tayayá, no Paraná. Nesta segunda (26), o ministro há mais tempo no Supremo, Gilmar Mendes, voltou a defender o colega.  

Em uma rede social, escreveu que: "O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições. No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso." Em outra frente, o presidente do STF, Edson Fachin, busca apoio para implantar um código de conduta na corte.  

O ministro recebeu uma proposta da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, que teve participação de ex-ministros do tribunal, como Ellen Gracie e Cezar Peluso. Entre os pontos defendidos pela entidade, estão: "A proibição ao ministro do Supremo Tribunal Federal de participar de julgamento de processo no qual tenha relação de parentesco até terceiro grau, ou de amizade íntima, com qualquer das partes ou com qualquer de seus advogados, bem como com advogado que integre escritório atuante no processo; e participar de julgamento de processo cujo resultado possa afetar interesse próprio, de parente seu até terceiro grau, ou de amigo íntimo". 


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