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Brasil nega uso de trabalho forçado em exportações aos EUA

Mauro Vieira destaca combate a práticas análogas à escravidão no Brasil

JR na TV|Do R7

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O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, comunicou ao governo dos Estados Unidos que não existem evidências de trabalho forçado na produção de bens destinados ao mercado americano. Ele destacou o compromisso brasileiro no combate a práticas análogas à escravidão. O governo federal está atento às audiências públicas nos EUA sobre possíveis novas tarifas comerciais. 

Durante as audiências atuais nos Estados Unidos, o Brasil enviou apenas um observador. Segundo informações do Itamaraty, nesta fase inicial são empresas e representantes da sociedade civil que se manifestam. A defesa brasileira contra a investigação conduzida pelo escritório do representante comercial dos EUA tem sido feita com base técnica e já incluiu a entrega de um documento com argumentos formais na semana passada. 

A Confederação Nacional da Indústria alertou para os impactos potenciais caso os EUA imponham novas tarifas: 4.187 produtos brasileiros podem ser afetados, representando quase 15 bilhões de dólares em exportações anuais. Atualmente, o Brasil é responsável por uma significativa parcela das importações americanas em setores como ferro (73%), açúcar sólido (53%) e álcool etílico não desnaturado (72%). 

Este cenário representa um desafio significativo para o Brasil devido à importância dos Estados Unidos como parceiro comercial crucial para produtos manufaturados brasileiros.


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