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Caso Gisele: Novo laudo aponta agressão antes da morte da soldado em SP

Policial foi agredida antes de morrer; laudo contesta versão de suicídio

JR na TV|Do R7

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Um novo laudo sobre a morte da soldado Gisele Santana revelou fatos inéditos e reforçou a hipótese de homicídio. Durante audiência, a perita responsável afirmou que a dinâmica apresentada pelo marido da policial, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, não é compatível com as evidências. "Nós vimos que não era possível a dinâmica se encaixar no que era relatado pelo tenente-coronel", disse. 

Gisele foi encontrada morta com um tiro em fevereiro, no apartamento onde morava com o marido. Segundo a perita, é "impossível" concluir que a policial tenha cometido suicídio, principalmente pela posição da arma. O novo laudo aponta que, embora as manchas de sangue não sejam suficientes para definir a dinâmica do caso, há indícios de que ela foi agredida antes de morrer, com marcas de pressão dos dedos e unhas no rosto e no pescoço. 

O tenente-coronel alegou que não possui unhas para provocar as lesões e sugeriu que as marcas poderiam ter sido feitas pela filha da vítima. O advogado da família contestou a versão e afirmou que a perícia concluiu que os ferimentos não poderiam ter sido causados por uma criança e ocorreram pouco antes da morte. 

Preso desde o caso, Geraldo Rosa Neto não se manifestou por meio da defesa. Ele será interrogado no próximo mês e aguarda a decisão da Justiça sobre o envio do processo a júri popular.


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