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Casos de importunação sexual reacendem debate sobre vagões exclusivos para mulheres

A insegurança afeta mulheres em ônibus, metrôs e trens lotados pelo país

JR na TV|Do R7

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As mulheres que pegam ônibus, metrô e trem vivem com a atenção redobrada por causa de casos de importunação sexual. Duas capitais já contam com vagões exclusivo para elas.  "Geralmente, o que mais acontece é aquela questão do encostar, e muito cheio, fica como se nada tivesse acontecendo, mas na verdade tem uma maldade ali”, relata a operadora de telemarketing Carol Braz. "A gente nunca sabe qual é aquela pessoa que tá com má intenção". acrescenta a dona de casa Josane Silva Santos. 

Na semana passada, uma passageira foi vítima de importunação sexual no metrô de Salvador (BA). O suspeito foi contido por testemunhas e seguranças. Swan Tales, de 22 anos, está preso preventivamente. Na capital baiana, uma lei municipal determina a implementação de vagões exclusivos para mulheres nos horários de pico no metrô. Mas a aplicação da norma está suspensa por decisão judicial. No Rio de Janeiro e em Brasília, isso já acontece. 

Em um país em que quase todas as mulheres têm medo de sofrer algum tipo de violência enquanto se locomovem, a falta de vagões exclusivos impõe mais um desafio. O metrô está entre os meios de transporte em que as mulheres estão mais vulneráveis. Apenas neste ano, o Conselho Nacional de Justiça recebeu mais de 5.000 processos de importunação sexual, mas os números podem ser maiores. "É uma subnotificação muito referente a esse crime de importunação sexual, que na verdade é qualquer toque ou gesto de natureza sexual sem o consentimento da vítima", diz a delegada Ióla Nolasco. 


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