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CFM lança plataforma para monitorar sequelas causadas por não médicos

Nova ferramenta visa registrar danos causados por profissionais não médicos no Brasil

JR na TV|Do R7

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O Conselho Federal de Medicina lançou uma plataforma digital para monitorar pacientes com sequelas após procedimentos realizados por profissionais que não são médicos. A ferramenta vai reunir informações sobre os danos causados, os procedimentos realizados e o perfil dos responsáveis. 

A administradora de empresas Camila Batista relatou complicações após fazer um procedimento para reduzir olheiras com uma dentista. Segundo ela, o material aplicado era PMMA, substância que pode provocar inflamações graves. “Ele falou: ‘Isso é PMMA, Camila, e nós precisamos retirar isso urgente’”, contou. Camila passou por três cirurgias e ainda convive com sequelas. “Eles tiraram 80%. Ainda tem 20% que não pode mais ser mexido”, disse. 

De acordo com o CFM, a plataforma também atende a uma demanda dos médicos que recebem pacientes com danos causados por procedimentos irregulares. “Eles se sentem inseguros quando atendem um paciente que vem com um dano, uma sequela provocada por um profissional não médico”, afirmou a vice-presidente do conselho, Rosylane Rocha. 

Segundo o CFM, pelo menos dois casos de exercício ilegal da medicina chegam diariamente ao Judiciário ou às polícias civis. Entre 2012 e 2023, o Brasil registrou 9.566 ocorrências desse tipo de crime. A expectativa é que os dados ajudem a cobrar maior atuação das autoridades na proteção da população.


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