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Desconforto financeiro das famílias atinge maior nível em 12 anos, diz estudo

Estudo aponta aumento da inadimplência e comprometimento da renda familiar com dívidas

JR na TV|Do R7

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Pagar dívidas com altas taxas de juros, sem comprometer tanto a renda, tem sido um desafio cada vez maior para os brasileiros. Um novo estudo mostra que o chamado desconforto financeiro das famílias chegou ao maior nível em 12 anos. 

A pesquisa da Fundação Getúlio Vargas calcula o Índice de Desconforto de Crédito das famílias brasileiras e aponta que quase 29,3% da renda está comprometida com dívidas. O indicador considera três fatores: inadimplência, grau de comprometimento da renda e qualidade do crédito contratado, incluindo modalidades como cheque especial, cartão de crédito rotativo e empréstimos pessoais, que têm juros elevados. 

Segundo o economista Lauro Gonzalez, responsável pelo estudo, “o Brasil oferta muito crédito caro, como o rotativo do cartão, o parcelado do cartão, empréstimo pessoal. Tem o papel dos juros altos e oferta de crédito digital muito agressiva. Então, tudo isso acaba alimentando o superendividamento”. Ele destaca ainda que a combinação desses fatores pressiona o orçamento das famílias. 

A pesquisa mostra que o índice caiu durante a pandemia devido a programas de renegociação de dívidas, mas voltou a subir após o período. Em 2023, houve nova queda, seguida de alta entre 2024 e janeiro deste ano, atingindo o maior patamar em mais de uma década. Para o economista Bruno Perri, “a educação financeira é fundamental para que esse problema não volte a ocorrer”, além de medidas como liberação do FGTS e renegociação de dívidas, que podem ajudar na recuperação das famílias. 


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