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Em apenas sete meses, três companheiras de policiais militares são mortas a tiros

Em dois casos, os maridos estão presos por feminicídio, e o terceiro é tratado como suspeito

JR na TV|Do R7

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Em apenas sete meses, três companheiras de policiais militares foram mortas a tiros. Em dois casos, os maridos estão presos por feminicídio, e o terceiro é tratado como suspeito. 

Mas o que leva agentes de segurança a praticar esse crime? 

Gisele Alves e Michele Leão foram vítimas de feminicídios que, segundo as investigações, foram cometidos pelos maridos, que também eram policiais militares. As duas mulheres também faziam parte da corporação. 

A juíza da Vara de Violência Doméstica, Teresa Cristina Cabral Santana, explica que essas mulheres atuam fora de casa na segurança pública, mas o conhecimento para essa atuação externa não é o mesmo que precisam exercer quando estão dentro de casa. Segundo a magistrada, é preciso entender essa diferenciação para dar a elas a proteção e o atendimento necessários. 

Gisele Alves foi morta com um tiro na cabeça em fevereiro, em São Paulo. O tenente-coronel Geraldo Rosa Neto alegou que a esposa usou a arma dele para cometer suicídio, mas ele já é réu por feminicídio. 

Em Belo Horizonte, cinco meses depois, o policial militar Eduardo Abner Pereira disse que a esposa, Michele Leão, havia caído da escada. No entanto, as lesões no corpo, o sangue encontrado no apartamento e os depoimentos colhidos levaram Eduardo à prisão. 

Agora, a polícia paulista investiga se o policial militar Vinícius Costa Silva fez a história se repetir. Ele está preso e é suspeito da morte da esposa Larissa Morata, de 29 anos. 

Em casos assim, a Polícia Científica também se torna essencial porque é capaz de reconstruir a dinâmica da morte e produzir elementos que auxiliam a investigação, ajudando a confirmar ou contrariar a versão apresentada pelo suspeito. 

A diretora do núcleo de balística da Polícia Científica, Telma Penazzi, detalha que o trabalho pericial consegue determinar a faixa de distância em que o tiro foi disparado. De acordo com ela, essa análise vai dizer se o suspeito está falando a verdade ou mentindo, permitindo que a polícia tente descobrir o que de fato aconteceu. 

Além do trabalho de investigação, a discussão passa pela saúde mental das corporações. A Polícia Militar de São Paulo afirma que possui um serviço para acompanhar a saúde mental dos policiais. Nos últimos três anos, foram realizados 74.180 atendimentos, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). 

Para o psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro, a disponibilidade, a presença e o acesso imediato a uma arma na mão representam um fator de risco para reações agressivas mais severas, especialmente em relações que envolvem forte apego emocional.

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