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Estudo expõe falhas em mecanismos de proteção a crianças em redes sociais

Em um dos testes, um adulto conseguiu procurar a conta da criança e, depois de encontrar, enviar uma solicitação de amizade

JR na TV|Do R7

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Cada vez mais, as redes sociais fazem parte da rotina de crianças e adolescentes. Mas será que os mecanismos de proteção são suficientes? Um estudo revelou falhas preocupantes e mostrou como é fácil burlar as ferramentas de segurança. 

São momentos em família, mas com o celular em mãos. Kaíque tem 12 anos e conta com a supervisão dos pais e da irmã. 

"Eu costumo ver mais vídeo do que acabo falo com meus amigos, mas quando eles me mandam mensagem, eu tô sempre disponível", diz Kaíque de Araújo, de 12 anos. 

Sua mãe, a dona de casa Andreia de Araújo, explica a rotina: "Aqui, é basicamente na conversa, na segurança. Alertando ele dos perigos que existem por trás da internet, né? Porque nem sempre a pessoa é o que ela diz ser." 

Um estudo liderado por pesquisadores norte-americanos fez testes práticos para mostrar a facilidade em burlar sistemas de segurança em quatro redes sociais. Para a pesquisa, 60% dos mecanismos falharam. Em apenas três minutos, foi possível driblar os filtros de busca e encontrar conteúdos perigosos na internet. Hackers e criminosos usam brechas para entrar em contato com menores nas plataformas. 

Em um dos testes, um adulto conseguiu procurar a conta da criança e, depois de encontrar, enviar uma solicitação de amizade. Quando a criança aceita o convite, todas as mensagens podem ser lidas, mesmo as enviadas anteriormente. 

Advogada especialista em direito digital, Patrícia Peck analisa o cenário: "Quando uma criança ou adolescente está numa mídia social, é a mesma coisa dela ter saído sozinha na rua, com todos os riscos de encontrar qualquer tipo de pessoa, de falar com um desconhecido." 

Mas, atenção: nenhuma ferramenta é infalível. O controle dos pais é indispensável. 

Professor de cibersegurança da FIAP, Luis Matos reforça o alerta: "Hoje, o maior nível de exposição da criança é quando ela está sozinha no quarto. Nunca vai existir uma ferramenta que substitua o diálogo dos pais." 

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