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EUA anunciam que PCC e CV serão considerados grupos terroristas estrangeiros a partir de 5 de junho

Anúncio americano de classificar grupos como criminosos gera descontentamento no Brasil

JR na TV|Do R7

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O governo americano anunciou que o PCC e o Comando Vermelho passarão a ser considerados grupos terroristas internacionais pelos Estados Unidos. O Departamento de Estado informou que as facções foram designadas como “terroristas globais especialmente designados” e que pretende classificá-las oficialmente como “organizações terroristas internacionais” a partir de 5 de junho. Segundo o governo americano, os dois grupos atuam além das fronteiras do Brasil e representam ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. 

Na prática, a medida pode endurecer sanções financeiras, bloquear bens e abrir caminho para processos contra pessoas e empresas ligadas às facções criminosas. 

Críticos afirmam que a decisão abre precedente para uma atuação mais direta dos Estados Unidos no combate ao crime organizado na região. A medida foi defendida pelo senador Flávio Bolsonaro durante reunião com o secretário de Estado americano, em Washington. Segundo opositores, a classificação pode ampliar a colaboração americana em operações semelhantes às realizadas no Caribe contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas. 

O anúncio americano também gerou repercussão no governo brasileiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não se manifestou, mas a definição desagrada integrantes do governo, que não acreditam que classificar os grupos como organizações terroristas vá impedir a atuação deles. 

Pouco antes da decisão dos Estados Unidos, o assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, afirmou em um fórum internacional em Moscou que “o crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação”, mas que “equiparar o crime organizado ao terrorismo não ajuda”. 

Integrantes do Itamaraty e da área de segurança avaliam que a medida pode abrir brechas para sanções econômicas e questionamentos sobre a soberania brasileira. O chanceler Mauro Vieira discutiu o tema diretamente com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. 

Até o momento, o Itamaraty e lideranças do governo não se manifestaram oficialmente. A Polícia Federal informou que também não vai comentar o caso.


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