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Fenômeno El Niño pode chegar mais forte este ano e levanta alerta para desastres naturais

O El Niño acontece quando as águas do oceano pacífico esquentam acima do normal

JR na TV|Do R7

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A ciência já constatou: a terra vive fenómenos extremos, como o El Niño, com cada vez mais frequência e maior intensidade. O Brasil precisa se adaptar ao novo clima e, em particular, se adaptar ao aumento dos eventos climáticos extremos causados pelo aquecimento global. 

O El Niño acontece quando as águas do oceano pacífico esquentam acima do normal. Neste momento, uma mancha quatro vezes maior do que o tamanho do Brasil está 6°C acima da média. Por isso, a preocupação com os efeitos que o fenômeno pode causar. 

O professor do Instituto de Física da USP, Paulo Artaxo, explica: “As previsões da NOAA, que é a agência oceânica dos Estados Unidos, mostram que temos 82% de chance de termos um forte El Niño iniciando em agosto-setembro desse ano, e terminando em fevereiro do ano que vem.” 

Quando o Brasil é atingido pelo El Niño, enfrenta dois extremos: fortes chuvas na Região Sul e seca intensa em partes do Centro-Oeste, Nordeste e principalmente da Amazônia. Mas todo o país sente o efeito das temperaturas mais altas. 

Isso representa inclusive um risco à saúde da população. Explica o médico infectologista Dr Klinger Faíco: “Em casos mais graves, o corpo acaba perdendo a capacidade de controlar a própria temperatura. Isso pode evoluir para um golpe de calor, o paciente acaba apresentando confusão mental, pode ter uma convulsão, perdendo a consciência e até mesmo com risco de morte caso não haja um atendimento e um suporte adequado.” 

O El Niño também afeta diretamente a economia: com impactos na agricultura, no preço dos alimentos e no custo da produção de energia. O alerta é acompanhado pelo Cemaden, centro nacional de monitoramento e alertas de desastres naturais. 

O coordenador de pesquisa do Cemaden, José Marengo, comenta:  “Os modelos mostram uma certa situação de um aquecimento muito intenso, de quase 4 graus, em outubro. Nós estamos monitorando o fenômeno e vendo quais poderiam ser a sua evolução.” 

Especialistas do Cemaden monitoram não só as previsões de chuva e os volumes de água, mas também outros riscos à população, como deslizamentos de terra. Assim, as autoridades também são alertadas. Esse é um trabalho que ganha ainda mais importância e se intensifica toda vez que o Brasil passa por efeitos climáticos extremos, como o El Niño, por exemplo. 

Com a ajuda de mapas e imagens de satélites, órgãos como a Defesa Civil podem ser avisados com antecedência para tentar evitar grandes tragédias, como as queimadas no Pantanal e na Amazônia, e as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, ano do último El Niño registrado. 

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