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Funcionário do IML é preso suspeito de usar biometria de vítima já morta para fazer Pix

Crime chocante em Santos (SP): funcionário usou digital de morto para transferência

JR na TV|Do R7

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Uma família que tentava superar a perda de um parente descobriu um crime chocante. Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos é suspeito de ter usado a digital de uma vítima já morta para realizar uma transferência bancária de R$ 7 mil. 

O homem, de 36 anos, morreu em um grave acidente de moto quando voltava do trabalho, nas proximidades do Porto de Santos. Após o óbito, o corpo foi encaminhado ao IML junto com os pertences pessoais. Depois da liberação, a família recebeu a mochila e o celular da vítima. "O celular parecia um c..., todo quebrado. Eu achei que tinha sido por causa do acidente", relatou a viúva, identificada como Érika, com voz distorcida. 

A suspeita surgiu quando a mulher percebeu que a conta bancária do marido estava no vermelho. Ao consultar o extrato, encontrou um Pix realizado após a morte dele. "Às 6h49 ele já tinha morrido", afirmou. Segundo a investigação, o valor foi transferido para a conta de um funcionário do próprio IML. "Esse dinheiro era dos meus filhos. A gente está arrasado", disse. 

A viúva registrou boletim de ocorrência, e o caso passou a ser investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. O funcionário do necrotério foi preso. A suspeita é de que ele tenha usado a digital da vítima para desbloquear o celular e acessar a conta bancária por biometria, além de danificar o aparelho para eliminar provas. Segundo a corregedoria, ele responde por suspeita de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de provas. "Eu não consegui viver o meu luto", desabafou Érika.


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