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Governo federal anuncia suspensão temporária de vacinação contra a dengue do Instituto Butantan

Duas mortes de pessoas que receberam o imunizante estão sob investigação

JR na TV|Do R7

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O governo federal anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan. 42 pessoas que receberam o imunizante apresentaram sintomas severos, três foram internadas e duas morreram.

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que ainda não é possível concluir que as reações adversas foram causadas pela vacina e que a suspensão é preventiva.

"Para que o Ministério da Saúde, Anvisa, Instituto Butantan, aprofundem a investigação, tanto nos 42 casos, que são casos, episódios de reações adversas severas à vacina, buscar fator de risco nessas 42 pessoas, identificar com pessoas que tomaram na mesma época, se tem alguma outra diferença entre essas pessoas ou as demais pessoas", afirmou Padilha.

Desde janeiro, mais de 500 mil pessoas receberam a vacina contra a dengue do Butantã. 417 mil doses foram aplicadas em profissionais de saúde. Três casos apresentaram sintomas compatíveis com dengue grave e duas pessoas morreram: uma mulher de 48 anos e um homem de 58.

O Ministério da Saúde vai notificar as secretarias dos estados e municípios sobre a suspensão temporária da vacinação e pede que as pessoas que foram imunizadas com a vacina do Butantan nos últimos 21 dias e que tiveram febre, dor na barriga, tontura e desidratação procurem a rede de saúde mais próxima.

“Essa decisão não invalida a eficácia. A população vacinada, ela continua protegida, então quem tomou a vacina está protegido contra os quatro tipos da dengue", garantiu o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti.

As vacinas do instituto devem ficar armazenadas até que se concluam as investigações. Antes da distribuição na rede pública de saúde, a vacina do Butantan contra a dengue passou por estudos clínicos com 11 mil pessoas.

“Nosso compromisso é com o máximo rigor científico possível e a gente vai trabalhar nesse sentido com a esperança de que nós vamos conseguir dados suficientes, evidências suficientes para mostrar que a vacina tem benefício para a saúde pública brasileira e pode ser retomada essa vacinação", ressaltou o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallas.

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