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Investigações revelam que Vorcaro dava festas para estreitar laços com políticos e ministros do STF

O objetivo da rede formada por Daniel Vorcaro era manter a proximidade com autoridades para garantir proteção aos negócios do Banco Master

JR na TV|Do R7

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As investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master também revelaram que Daniel Vorcaro dava festas com garotas de programa e eventos para estreitar laços com políticos, ministros do Supremo e autoridades. O ex-banqueiro também tinha um grupo que pagava influenciadores digitais para manter a boa imagem dele e do Banco Master, e intimidar adversários.  

O objetivo da rede formada por Daniel Vorcaro era manter a proximidade com autoridades para garantir proteção aos negócios do Banco Master. As festas seriam frequentadas por parlamentares, membros do judiciário e grandes empresários. Uma delas chegou a reunir 20 homens e 120 mulheres. Em alguns casos, Vorcaro chegou a pedir a pessoas ligadas a ele que apagassem postagens dos eventos nas redes sociais.  

O Jornal da Record conseguiu recuperar uma dessas postagens. Mas nem tudo era festa. As mensagens obtidas pela Polícia Federal do telefone de Daniel Vorcaro revelam ainda que o grupo nomeado de 'A Turma' coletava informações acessando ilegalmente sistemas de investigação e intimidando adversários que pudessem contrariar os interesses do ex-banqueiro.  

Um dos relatórios diz que o chefe do grupo era Felipe Mourão, conhecido como Sicário, que morreu após uma suposta tentativa de suicídio na carceragem da superintendência da Polícia Federal de Belo Horizonte. Ele recebia R$ 1 milhão por mês de Sicário para comandar o grupo criminoso. As revelações de agora apontam conexões de Vorcaro com a polícia mineira. Vorcaro ainda se aproximou de dois diretores do Banco Central que tiveram atuação marcante na gestão do ex-presidente Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Os registros apontam repasses e vantagens com indícios de dissimulação: pagamentos por meio de contratos fictícios e empresas de terceiros, organização de viagens. Em nota, a defesa do ex-diretor do Banco Central Belline Santana negou "qualquer pagamento ou concessão de vantagem ilícita e afirmou que não houve qualquer interferência nos trabalhos de fiscalização do Banco Master". Outro ex-diretor do Banco Central, apontado como informante de Vorcaro, é Paulo Sérgio Neve.  

Entre as vantagens indevidas recebida estaria uma viagem à Disney paga por Vorcaro. Em nota, a defesa de Paulo Sérgio disse que jamais protegeu interesses de Daniel Vorcaro. 

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