Lula sanciona isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil
Ao todo, cerca de 15 milhões de brasileiros vão deixar de pagar Imposto de Renda com a nova lei
JR na TV|Do R7
O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (26) a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O evento no Planalto foi marcado pelas ausências dos presidentes da Câmara e do Senado, Lula assinou a lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, em cerimônia no palácio do Planalto.
A partir de janeiro do ano que vem, quem recebe até R$ 5 mil não terá desconto de Imposto de Renda no salário, e os profissionais com carteira assinada que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão desconto parcial de IR. Ao todo, cerca de 15 milhões de brasileiros vão deixar de pagar Imposto de Renda com a nova lei, que também prevê o aumento de taxação para quem recebe a partir de R$ 600 mil anuais.
Nas redes sociais, o presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que essa é uma vitória histórica para milhões de brasileiros. O evento ficou marcado pelas ausências. Como a política é feita de gestos, os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, mesmo convidados, não participaram da sanção da lei. Dessa forma, eles demonstram claro distanciamento com o governo. Isso chama a atenção porque Davi Alcolumbre sempre foi o porto seguro na relação política do Palácio do Planalto com o Congresso.
Nesta quinta-feira (26), a CPI mista do INSS vai decidir se convoca ou não para depoimento o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
Alcolumbre tem se posicionado contra a aprovação do nome de messias para o STF e marcou a sabatina para o próximo dia 10, o que deixa o indicado com pouco tempo para buscar os 41 votos necessários.
O presidente do Senado tem indicados em dois ministérios e perderia muito em caso de afastamento definitivo com o governo. Ele e Motta romperam com os líderes Jaques Wagner e Lindbergh Farias, mas, assim como o presidente, a ministra Gleisi Hoffmann tenta diminuir a tensão entre os poderes.
O Congresso se queixa do governo na discussão de temas importantes, como o debate na aprovação do projeto antifacções. Na visão de parlamentares, o Planalto agiu para desgastar a imagem dos congressistas e distorceu pontos do projeto.
Já o governo vê como bom caminho para as eleições do ano que vem rivalizar com deputados e senadores, que nesta quinta-feira (27) devem derrubar vetos do presidente à lei geral de licenciamento ambiental.
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