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Maior aeroporto da Venezuela sofre graves danos e suspende pousos e decolagens

Assustados, os passageiros correram para fora em busca de segurança

JR na TV|Do R7

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O Aeroporto Internacional Simon Bolívar, o maior do da Venezuela, sofreu graves danos e suspendeu pousos e decolagens após o terremoto que atingiu o país. 

Parte do teto do terminal desabou. Assustados, os passageiros correram para fora em busca de segurança. A queda atingiu a fiação elétrica, provocou uma explosão e deu início a um incêndio. 

Um dos passageiros registrou a destruição da área do aeroporto onde ficam os balcões das companhias aéreas. Ainda não há previsão para a reabertura total do aeroporto. 

As equipes de buscas contam com a ajuda fundamental de cães para encontrar sobreviventes em situações como essa. 

Sem barulho, um animal da raça border collie percorre o que restou do edifício. Minutos depois, ele sinaliza o ponto onde há uma vítima. Era um homem que foi resgatado com vida. 

Tsunami é um cão de busca com experiência em grandes operações. Em 2023, ele também atuou no resgate de sobreviventes após o terremoto que atingiu a Turquia. Curiosamente, Tsunami é a onda gigante que pode se formar no mar depois de um terremoto. Com a aflição de quem espera por uma resposta. 

Os Estados Unidos anunciaram 150 milhões de dólares (R$ 778 milhões) em ajuda à Venezuela. Pelas redes sociais, o presidente Donald Trump escreveu que o país está disposto e pronto para ajudar. 

Em Miami, voluntários se uniram para separar a maior quantidade possível de suprimentos básicos. Em pronunciamento à nação, a líder venezuelana agradeceu a mobilização do povo americano. Delcy Rodríguez revelou que recebeu ligações de solidariedade de várias regiões do mundo, inclusive do Brasil. 

Mesmo detido em Nova York desde janeiro, o ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro escreveu nas redes sociais que o chamado é por união nacional, serenidade e amor. 

Segundo as Nações Unidas, ao menos 30% dos venezuelanos, cerca de oito milhões de pessoas, já precisavam de ajuda humanitária para sobreviver antes da tragédia. A ONU está "completamente mobilizada" e também é responsável pela coordenação das equipes especializadas que vão atuar no país. 

Na América Latina, México e Chile anunciaram o envio de socorristas. A Europa afirmou que a Cruz Vermelha já trabalha nas buscas por sobreviventes. A Suíça anunciou que oitenta equipes estão a caminho da Venezuela. Espanha, Holanda, França, o Catar e até o Irã, que participa de uma guerra, também ofereceram ajuda.

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