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Marinha e PF usam mergulhadores profissionais para encontrar cargas de drogas em navios

Só neste ano, a marinha já apreendeu quase 490 kg de drogas em portos das regiões Sul e Sudeste do país

JR na TV|Do R7

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As imagens exclusivas mostram mergulhadores da marinha e da Polícia Federal na operação no porto de Santos. O alvo é um cargueiro usado para esconder drogas em compartimentos abaixo da linha d'água. 

Assim que uma embarcação se aproxima do Cais, as autoridades brasileiras começam a fazer a análise de riscos para fazer a abordagem. A busca vai ser feita a 15 metros de profundidade, em um compartimento conhecido como “caixa de mar do navio”.  

Os mergulhadores não demoram a chegar ao local onde a droga está escondida. O lugar é apertado, escuro e exige técnicas apuradas de mergulho. A água turva não permite a imediata identificação da carga ilegal.  

Assim que eles acessam o compartimento, é possível ver um dos pacotes com drogas. E é aí que começa o trabalho de retirada e transporte até a superfície. Seis pacotes foram recolhidos e outros cinco foram achados em outro navio. As embalagens são à prova d'água. A carga é avaliada em R$ 15 milhões. Depois de uma última inspeção, os mergulhadores começam a fechar a caixa de mar. Todo o trabalho levou seis horas. 

O Capitão da Marinha, Igor Alves, explica a importância da ação desses mergulhadores:  “A lucratividade desse tráfico internacional faz com que os mergulhadores sejam recrutados e arrisquem suas vidas para poder posicionar essa droga nesses compartimentos abaixo da linha d'água".

Só neste ano, a marinha já apreendeu quase 490 kg de drogas em portos das regiões sul e sudeste do país. Esse número é quase cinco vezes mais do que o total apreendido em todo o ano passado. 

O Porto de Santos, por onde passam cerca de cinco mil navios por ano, é considerado uma das principais rotas do tráfico internacional de drogas, mesmo arriscado, esse modo de transportar a droga é bastante usado pelos traficantes.  

“Eles têm que recrutar pessoas com capacitação técnica para fazer certas operações criminosas. O desafio é que a engenharia desenvolva métodos, robôs, drones subaquáticos que possam fazer essas inspeções com uma fluência melhor”, explica Gerardo Portela, especialista em segurança marítima.  

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