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Milicianos e traficantes se unem para cobrar taxas sobre a comida vendida em comunidades do RJ

Polícia investiga esquema de monopólio alimentício em comunidades cariocas

JR na TV|Do R7

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No Rio de Janeiro, a polícia descobriu um esquema de monopólio na venda de alimentos em comunidades dominadas por facções criminosas e milicianos. Moradores e comerciantes eram obrigados a comprar produtos de fornecedores ligados às quadrilhas. Dois suspeitos foram presos. 

Em um galpão, foram encontradas diversas sacas de farinha empilhadas. Segundo a polícia, o material era distribuído em comunidades da zona oeste da capital e da baixada fluminense, onde a quadrilha proibia o consumo de outras marcas.  

“Essas mercadorias são vendidas a preço consideravelmente acima do valor de mercado Há indicativos, inclusive, de mortes de empresários que se negaram a adquirir esses produtos”, explica a delegada Luciana Fonseca. Documentos e cadernos de contabilidade foram apreendidos. Duas pessoas foram presas.  

Durante as buscas, os agentes encontraram alimentos fora do prazo de validade e com indícios de violação, que seriam vendidos em comunidades. Um depósito foi interditado por condições precárias de armazenamento. A polícia quer saber agora se parte das empresas investigadas foi criada exclusivamente para servir ao esquema.  

Há décadas, comunidades do Rio convivem com o monopólio de serviços sob o comando da milícia, como internet e transporte alternativo. Mas, segundo os investigadores, a nova tática também foi identificada em áreas controladas pela facção Terceiro Comando Puro.  

A milícia vem se vinculando ao Terceiro Comando com o fim de se fortalecer, assim como o Terceiro Comando também tem se vinculado à milícia com o fim de fazer frente ao Comando Vermelho. 


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