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Moradores de favelas vivem sem acesso a infraestrutura básica, revela estudo do IBGE

Pesquisa mostra falta de infraestrutura básica e desigualdade nas comunidades do Brasil

JR na TV|Do R7

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Um estudo divulgado hoje pelo IBGE revela como os moradores de favelas vivem sem acesso a infraestrutura básica, como saneamento ou pavimentação nas ruas. No grupo de artesanato, dona Vera se diverte com amigas de longa data. Há 50 anos ela mora na mesma comunidade em São Paulo, para onde chegou “quando era mato”. Depois vieram os barracos, as vielas e as ruas. A favela onde criou filhos e netos é Heliópolis, uma das maiores do país. A comunidade mais populosa é Sol Nascente, no Distrito Federal (70.251 moradores), seguida pela Rocinha, no Rio de Janeiro (69.327), e Paraisópolis, em São Paulo (57.617). 

O Brasil tem 12,3 mil comunidades em 656 municípios, que abrigam 16,2 milhões de pessoas. Com dados do Censo 2022, o IBGE analisou condições de vida e estrutura urbana. Quase 22% (3,5 milhões) dos moradores de favelas vivem em ruas sem pavimentação; fora delas, são 8%. Apenas 45,4% têm vias com bueiros ou bocas de lobo, contra 61,8% em outras áreas urbanas. Na iluminação pública, 8,9% não recebem o serviço, ante 1,5% fora das comunidades. 

Segundo André Urpia, superintendente do IBGE na Bahia, os dados ajudam municípios a identificar melhorias para oferecer “um pouco mais de conforto e dignidade às moradias”. Para quem vive com menos infraestrutura, realizar sonhos é mais difícil. Vitinho, de 17 anos, quer brilhar nos gramados: “Eu sonho em ser um grande jogador de futebol. Ver todos bem.” Ele lembra que outros talentos também surgem nas comunidades: “Se tiver mais apoio, nós conseguimos chegar ao nosso objetivo final.” 


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