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MP processa empresas responsáveis por projeto de escaneamento de íris em SP

Ação civil pública busca indenização milionária e eliminação de dados coletados

JR na TV|Do R7

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Você deve se lembrar daquela onda de escaneamento da íris em troca de dinheiro. Mais de 400 mil pessoas participaram da iniciativa na capital paulista. Agora, o Ministério Público de São Paulo questiona a forma como os dados biométricos foram coletados e pede à Justiça uma indenização de R$ 240 milhões por danos morais coletivos. 

Segundo o MP, muitas pessoas aceitaram escanear a íris em troca de valores entre R$ 300 e R$ 700 sem compreender a finalidade da coleta de um dado biométrico sensível. A ação civil pública também pede a eliminação dos dados obtidos pelas empresas envolvidas no projeto. 

Especialistas alertam que a íris é uma forma permanente de identificação, que não pode ser alterada ao longo da vida. Para o advogado Pedro Iokoi, caso tenha sido constatada falta de informação adequada, os participantes deveriam ter tido melhores esclarecimentos. Já a advogada Diana Vantini afirma que o principal risco é a falta de transparência sobre o uso futuro desses dados. 

Uma das empresas não se manifestou. A outra informou que adota medidas para desabilitar conteúdos quando recebe denúncias de violação. 


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