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Polícia de SP desmonta esquema de lavagem ligado a bets e ao PCC

Operação revela conexão entre plataformas ilegais e assassinato em 2024

JR na TV|Do R7

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A polícia de São Paulo desmontou nesta quinta-feira (28) um esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado que usava plataformas ilegais de apostas on-line. Uma das empresas investigadas teria ligação com o assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, executado no Aeroporto Internacional de São Paulo em 2024. 

Segundo as investigações, duas plataformas de jogos, uma delas ilegal, eram usadas para lavar dinheiro do PCC. Os pagamentos eram feitos via Pix para uma empresa de fachada. Durante a operação, a polícia apreendeu um helicóptero avaliado em R$ 25 milhões, além de veículos de luxo e R$ 600 mil em espécie encontrados em um dos carros. Duas pessoas foram presas. 

O principal investigado, apontado como operador do esquema, vivia em um condomínio de alto padrão em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A polícia acredita que ele tentava fugir no helicóptero apreendido em Osasco. “É uma aeronave muito potente, conseguiria inclusive chegar em outros países como o Paraguai”, afirmou o delegado Fernando David Gonçalvez. 

De acordo com a polícia, o esquema era dividido entre responsáveis pelos jogos de azar, operadores financeiros, intermediários de contas bancárias e empresas usadas para ocultar os recursos ilícitos. A operação é resultado de outra investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC e já resultou em bloqueios de até R$ 11 bilhões. Segundo o delegado, há indícios de que uma das empresas investigadas fez pagamentos ilícitos ligados à execução de Vinícius Gritzbach. 


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