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Polícia de SP investiga morte de maquiadora que morreu depois de procedimento estético

Morte ocorreu após uso de substância não recomendada pela Anvisa e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

JR na TV|Do R7

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A polícia de São Paulo investiga a morte da maquiadora Roseli Vieira, de 48 anos, após um procedimento estético realizado na capital paulista. Moradora de Mato Grosso do Sul, ela viajou mais de mil quilômetros para fazer uma remodelação nos glúteos e nas coxas em uma sala alugada no Brooklin, zona sul da cidade. 

Segundo a investigação, o procedimento foi feito na segunda-feira (25). No dia seguinte, Roseli começou a passar mal e voltou à clínica. Imagens de circuito interno mostram a maquiadora desacordada em uma cadeira de rodas enquanto recebia os primeiros socorros no hall do edifício. A própria médica responsável realizou manobras de reanimação por cerca de 40 minutos, mas Roseli morreu no local. 

Em depoimento, a médica Tábita Jorge confirmou ter aplicado 300 mililitros de PMMA (polimetilmetacrilato). A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomendam o uso da substância, devido aos riscos à saúde. A defesa afirmou que ainda não há laudo comprovando relação entre o procedimento e a morte. 

A médica também aparece como sócia de uma clínica em Goiânia, onde outra paciente morreu após passar pelo mesmo tipo de procedimento com PMMA. “É vendida uma falsa informação de que o produto traz resultado e que o produto é permitido”, afirmou Rafael Azevedo, advogado da família da aposentada Isabel Cristina. “A médica falou que não teria nenhum agravo, que era um procedimento seguro. Então, a gente acredita”, disse Jéssica Keller Gonzaga, filha da vítima. 


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