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Relatório sobre acidente que matou cantor Rick confirma que causa mais provável foi mau tempo

O documento de 16 páginas aponta também um histórico de falhas nos geradores do helicóptero, que alimentam o sistema elétrico

JR na TV|Do R7

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O relatório preliminar sobre o acidente que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas confirma que a causa mais provável foi mesmo o mau tempo. O documento do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) informa que havia muitas formações de nuvens de vários tipos, incluindo a possibilidade de formação de gelo, chuva forte e turbulência severa. 

Segundo o relatório, havia uma presença de nuvens com grande potencial para tempo adverso em considerável desenvolvimento vertical, com trovoadas embutidas associadas à possibilidade de ocorrência de formação de gelo, granizo, ventos fortes, chuva com intensidade moderada a forte e turbulência moderada a severa. 

Sobre essa situação, o comandante Décio Corrêa avaliou: "Pelo relatório, elas não estavam ruins, elas estavam péssimas. Nós estamos falando de chuvas torrenciais, nós estamos falando de bloqueio total de visibilidade já no solo, sem a menor que você não enxergar nada à frente." 

O acidente foi classificado como "voo controlado contra o terreno", quando uma aeronave, mesmo sem sofrer falhas mecânicas, vai de encontro a um obstáculo — uma situação possível sob condições meteorológicas adversas. 

A decisão de voar sob tais condições é sempre do piloto. Porém, o comandante Décio Corrêa ressalta que o acesso às informações varia de acordo com a localização. O acidente aconteceu em Urubici, na Serra Catarinense. 

"Se você está no Rio de Janeiro, aqui em Congonhas, no Campo de Marte, você tem ali um centro que te fornece informações detalhadas de meteorologia, cartas, mapas. Ele estava onde os recursos para você consultar qualquer coisa é zero, nenhum", completou o comandante. 

O documento de 16 páginas aponta também um histórico de falhas nos geradores do helicóptero, que alimentam o sistema elétrico. Algumas falhas foram detectadas quando a aeronave era exposta à umidade, ou seja, em voos dentro de nuvens ou sob chuva. 

Os reparos realizados não foram capazes de resolver os problemas. Um mecânico chegou a recomendar uma nova manutenção, que não foi realizada. Apesar desses apontamentos, ainda não há uma conclusão se essas falhas de fato colaboraram para a queda.

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