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Sete anos após vazamento de petróleo, pescadores afetados na costa brasileira seguem sem indenização

Centro em Salvador inicia cadastro para ação coletiva contra empresa responsável pelo desastre ambiental de 2019

JR na TV|Do R7

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Foi inaugurado em Salvador (BA) um centro de atendimento aos trabalhadores afetados pelo maior desastre ambiental marítimo da história do país. Sete anos após o vazamento de cerca de 5 mil toneladas de petróleo cru no litoral brasileiro, pescadores e marisqueiras começaram a se cadastrar para uma ação coletiva internacional contra a empresa apontada como responsável. 

Segundo a Federação dos Pescadores da Bahia, o cadastro servirá para comprovar os prejuízos e garantir indenizações justas aos trabalhadores. Até hoje, não houve condenação judicial nem reparação às comunidades afetadas. O desastre atingiu 4.334 quilômetros da costa de 11 estados. 

A ação será julgada na Inglaterra. A investigação da Polícia Federal concluiu que o vazamento foi provocado por um petroleiro de bandeira grega. Só na Bahia, cerca de 43 mil pescadores foram diretamente afetados, segundo a Bahia Pesca. 

O pescador Antônio Carlos Silva relata que ficou quase quatro anos sem sustento. "Foi um período muito difícil, nós paramos quase quatro anos, sem ajuda. O povo não queria mais comprar o peixe porque estava com óleo. Foi difícil, foi difícil...". O custo da limpeza das praias chegou a quase R$ 200 milhões. Para participar da ação, os trabalhadores devem apresentar o documento oficial da atividade pesqueira na unidade de atendimento em Salvador. 


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