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Uso da substância PMMA está proibida para fins estéticos no Brasil

O uso só fica permitido para pacientes com o vírus HIV, em serviços de alta complexidade do SUS

JR na TV|Do R7

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Toda vez que a empresária Paula Esteves se olha no espelho e se maquia, a lembrança é inevitável: o que começou como uma tentativa de corrigir um procedimento estético terminou em uma longa batalha por recuperação. A empresária procurou uma médica acreditando que receberia uma aplicação de ácido hialurônico. Mas afirma que o produto colocado em seu rosto foi o PMMA.  

Desde então, ela já passou por nove cirurgias na tentativa de recuperar os movimentos da boca e corrigir as sequelas. 

Casos como o de Paula ajudam a embasar uma decisão do Conselho Federal de Medicina. A partir desta terça-feira (2), o uso do PMMA como substância preenchedora e reparadora fica proibido em todo o país para procedimentos estéticos. O uso só fica permitido para pacientes com o vírus HIV, em serviços de alta complexidade do SUS.  

Apesar de ser utilizado há anos em procedimentos estéticos, o PMMA é uma substância permanente. E é justamente essa característica que preocupa os especialistas. Quando surgem complicações, a retirada costuma ser difícil e, em alguns casos, impossível. Segundo médicos, as consequências podem aparecer meses ou até anos depois da aplicação.  

“[O PMMA] pode formar abcessos, ele pode ser colonizado e a bactéria faz um arranjo proteico protetor, e você não consegue debelar uma infecção. Existem casos relatados de insuficiência renal crônica e aguda em decorrência do uso desse produto”, explica o médico Marcelo Sampaio, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 

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