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Acusado de estuprar e matar universitária Vanessa Lara vai a júri em Juatuba (MG)

Familiares da estudante de 23 anos farão manifestação em frente ao fórum antes do início do julgamento

Minas Gerais|Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O julgamento de Ítalo Jefersson da Silva, acusado de estuprar e matar a universitária Vanessa Lara, ocorrerá em Juatuba, MG.
  • Familiares de Vanessa planejam uma manifestação em frente ao fórum antes do início do julgamento.
  • Vanessa desapareceu após sair do trabalho e seu corpo foi encontrado com sinais de violência sexual e estrangulamento.
  • Ítalo, que cumpria prisão domiciliar, foi preso dois dias após o crime e possui histórico de condenações por diversos crimes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vanessa Lara estava desaparecida desde segunda-feira (9) após sair do trabalho; polícia investiga o caso como crime
Vanessa Lara foi encontrada morta em uma área de mata, com sinais de violência sexual Redes Sociais/ Divulgação

O homem acusado de estuprar e matar a universitária Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos, será julgado nesta quarta-feira (30), em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Antes do início do júri, familiares da jovem vão fazer uma manifestação em frente ao fórum da cidade, prevista para começar às 8h30.

Ítalo Jefersson da Silva responde por homicídio qualificado por meio cruel e para assegurar a execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outro crime, além de estupro e ocultação de cadáver. A sessão será presidida pela juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo, da Vara Única da Comarca de Juatuba.

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Vanessa cursava o sétimo período de Psicologia quando foi morta, em fevereiro deste ano. Na época do crime, Ítalo cumpria pena em prisão domiciliar. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ele acumulava condenações por quatro roubos, três estupros, atentado violento ao pudor, furto e resistência, com penas que somavam 38 anos, 10 meses e 29 dias.

O acusado havia cumprido 23 anos, 11 meses e 19 dias e estava fora do sistema prisional desde 20 de dezembro de 2025. Conforme o TJMG, uma decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça (STJ) o absolveu de uma condenação por tráfico de drogas, o que resultou na progressão de regime e no cumprimento da pena em prisão domiciliar.

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Atualmente, Ítalo está preso no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Grande BH.

Relembre o caso

Vanessa Lara de Oliveira desapareceu em 9 de fevereiro de 2026, depois de deixar o trabalho no Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Juatuba. Imagens de câmeras de segurança registraram a estudante caminhando em direção a um ponto de ônibus na BR-262. Ela morava em Pará de Minas, na Região Centro-Oeste do estado, e fazia diariamente de ônibus o trajeto entre as duas cidades.

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O corpo da universitária foi encontrado no dia seguinte em uma área de vegetação em Juatuba. Vanessa estava sem roupas e apresentava sinais de violência sexual e estrangulamento. Um fotógrafo que ajudava nas buscas localizou o corpo após sobrevoar a região com um drone.

De acordo com as investigações, Vanessa seguia a pé em direção ao ponto de ônibus quando passou a ser seguida pelo acusado. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ela foi abordada em um local ermo, sofreu violência sexual e foi asfixiada até a morte. Ítalo e Vanessa não se conheciam.

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O acusado foi preso dois dias depois do encontro do corpo, em 12 de fevereiro, em Carmo do Cajuru, na Região Centro-Oeste de Minas. Segundo a Polícia Militar, ele foi localizado entre vagões de um trem de carga e tentou fugir a pé ao perceber a presença dos militares, mas acabou capturado perto da linha férrea.

À época, parentes relataram à polícia que Ítalo havia aparecido sujo de barro, com lesões e arranhões pelo corpo e marcas de sangue nas roupas no dia do crime. Durante a prisão, os militares encontraram com ele uma sacola com roupas e uma faca.

Vanessa sonhava em trabalhar na área de recursos humanos e era descrita por amigos e professores como uma jovem tranquila, comprometida e estudiosa. O corpo foi velado em Pará de Minas e sepultado no distrito de Antunes.

Em maio, a Justiça de Minas Gerais determinou que a concessionária responsável pela BR-262 pagasse uma pensão mensal de R$ 1.562,09 à mãe da universitária. Na decisão, o juiz apontou falha na manutenção da rodovia e considerou que a vegetação densa obrigava pedestres a utilizarem um caminho improvisado, aumentando os riscos à segurança.

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