Acusado de matar namorada e ocultar corpo vira réu por feminicídio em BH
Justiça recebeu denúncia do MPMG e manteve prisão preventiva de homem de 24 anos; vítima teria sido asfixiada até a morte
Minas Gerais|Júlia Duarte, do R7* e Stéphanie Lisboa, da RECORD Minas
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Justiça tornou André Júnio Silva de Carvalho, de 24 anos, acusado de matar a namorada, Stifanie Ribeiro Firmino da Silva, de 36, dentro do apartamento onde ela morava, no bairro Camargos, na região Noroeste de Belo Horizonte. A denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, foi recebida nesta quinta-feira (27).
A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante da Comarca de Belo Horizonte, também manteve a prisão preventiva do acusado.
O acusado foi denunciado por feminicídio, em contexto de violência doméstica e familiar, por motivo fútil, com emprego de asfixia e mediante recurso que teria dificultado a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
De acordo com o MPMG, o casal se conheceu em junho deste ano por meio de um site de encontros e mantinha um relacionamento havia cerca de um mês. Os dois passaram a morar juntos no apartamento da mulher poucos dias antes do crime.
Na noite de 16 de julho, após uma discussão, a Stifanie teria pedido que o homem deixasse o imóvel. Conforme a acusação, ele a teria asfixiado até a morte.
Ainda segundo o MP, após o crime, o André Júnio cobriu o corpo com cobertas, fechou as janelas do apartamento e espalhou aromatizantes pelos cômodos para tentar evitar que o odor chamasse a atenção dos vizinhos.
Quatro dias com o corpo
O acusado teria permanecido no apartamento por quatro dias após a morte. Conforme as investigações, nesse período, ele teria seguido normalmente a rotina, inclusive saindo do imóvel para fumar e caminhar.
O desaparecimento de Stifanie Ribeiro chamou a atenção de vizinhos e amigos. Uma moradora próxima, preocupada com o sumiço, enviou mensagens para o celular da vítima. No entanto, conforme a denúncia, André Júnio teria utilizado o celular da namorada para se passar por ela e enviado mensagens a conhecidos. O conteúdo das respostas levantou suspeitas e fez com que a polícia fosse acionada.
O corpo foi localizado no apartamento em 20 de julho, em estado avançado de decomposição. Antes da chegada da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o acusado teria deixado o imóvel levando uma mala, cobertas, dois travesseiros, um tablet, um aparelho auditivo e outros pertences da vítima.
O homem se apresentou ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia 21 de julho, quando foi preso. Em 23 de julho, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia.
Exame de sanidade mental
No início de agosto, a defesa de André Júnio solicitou a realização de exame de sanidade mental. O pedido, porém, foi negado pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza.
Segundo a magistrada, não havia nos autos documentação, como prontuário médico ou estudo social, que indicasse qualquer comprometimento da saúde mental do acusado e justificasse a instauração do exame.
Com o recebimento da denúncia, o acusado passa a responder formalmente à ação penal pelos crimes apontados pelo Ministério Público. O processo seguirá os trâmites do Tribunal do Júri.
*Estagiária sob supervisão de Arnon Gonçalves
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp


















