Minas Gerais Advogados vão parar na delegacia após confusão durante julgamento

Advogados vão parar na delegacia após confusão durante julgamento

Julgamento de corretor de imóveis, suspeito de ter matado vizinho a facadas, já tinha começado quando advogados bateram boca

  • Minas Gerais | Raquel Rocha, da Record TV Minas; Giovana Maldini*, do R7

Servidor público foi morto com golpes de facão

Servidor público foi morto com golpes de facão

Reprodução / Record TV Minas

O julgamento de um corretor de imóveis, suspeito de matar um servidor público com golpes de faca no bairro de Lourdes, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi adiado para o dia 1º de dezembro deste ano. O adiamento aconteceu após uma discussão entre advogados durante o julgamento nesta terça-feira (24).

O acusado, Paulo Alkmim Neto, estava sendo julgado no Fórum Lafayette. Segundo a assessoria do local, uma testemunha estava sendo ouvida quando o assistente de acusação contratado pela família da vítima, José Arteiro, e o advogado de defesa, Anderson Marques, começaram a brigar.

De acordo com o Fórum Lafayette, José Arteiro teria agredido verbalmente o advogado de defesa, que deu voz de prisão para o assistente de acusação.

Ainda segundo a assessoria do Fórum, os dois foram encaminhados para a delegacia.

Entenda o caso

O corretor de imóveis, Paulo Alkmim Neto, é suspeito de matar o servidor público, Geraldo Pedro Batista, de 54 anos, a golpes de facão no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte. O crime aconteceu em março de 2010, enquanto a vítima dormia.

A motivação do crime teria sido a negociação da venda do apartamento do servidor, que não deu certo. Segundo a denúncia do Ministério Público, Geraldo pagou R$ 45 mil ao corretor pela entrada de um outro imóvel.

Veja também: Acusado de mandar matar a esposa em Belo Horizonte é absolvido

Mas o comprador do apartamento da vítima teria desistido do contrato e Geraldo pediu o reembolso ao suspeito. O servidor público teria sido assassinado por ter cobrado a devolução do dinheiro.

Como o imóvel da vítima foi colocado à venda, o corretor tinha a chave do local e teria usado para entrar no apartamento e matar o servidor público. 

Uma amiga da vítima, que encontrou o corpo do servidor no apartamento três dias após o assassinato, contou que ele estava com medo. Quando chegou ao local, a mulher contou que um dos quartos estava revirado e a nota promissória da compra, havia sumido. 

— Ele tinha feito o negócio, passou o dinheiro e estava com a nota. Ele estava sofrendo ameaças e estava realmente com medo.

O julgamento do corretor de imóveis já foi adiado outras três vezes.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Lucas Pavanelli

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